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{Together} Os presentes de 2018


Vejam só quem apareceu mesmo antes do natal! ;)

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Ohayou, sapinhos! Ou devo dizer Ho ho ho? A verdade é que a faculdade me tem ocupado o tempo todo, e aquele que não dedico à faculdade, tenho usado para fazer prendas (de nata e aniversário) e procrastinar a jogar sims, quando já não tenho energia para mais nada. Ah, e procurar spoilers de Voltron, mas deixemos voltron para o post seguinte. Novidades sobre mim para o fim deste post. 

Eu tinha pensado em aproveitar o tema do Together de dezembro para o último dia do ano, mas mais vale despachar isto já e começar o ano com layout novo ^^ Vou começar por cumprir o tema - indicando as coisas positivas de 2018, ou seja, os seus presentes - prosseguindo com lições que aprendi e com as minhas resoluções para o ano seguinte. Só no fim é que conto novidades.

Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva de Dezembro do Together, um projeto para unir a blogosfera! Para saber mais, clique [aqui].

Do que precisam pessoas trans e/ou enby?


A minha pessoa tem estado muito atarefada com a faculdade, mas a parte complicada será a partir desta semana, até porque ainda tenho de refinar algumas coisas para o cosplay que vou fazer no Iberanime e será já dia 13, exatamente na véspera de 2 entregas de trabalho. Desejem-me sorte ^^ Talvez mostre fotos depois - se calhar a minha ida ao evento até será o tema do post dessa semana! Ah, e eu esta sexta detestei a maneira como um stor meu - de Gestão, que é aquela cadeira que nós temos quase inútil ao curso de engenharia informática (quase...) - falou de forma um bocado sexista e exorssexista (excluindo pessoas não-binárias), não aguentei mais estar para ali a ouvi-lo, não voltei depois do intervalo, e dependendo de como responde a um email gigantesco que demorei 3 horas ou mais a escrever que lhe mandei, poderei nunca mais por os pés naquela aula. O coitado do homem nem disse coisas graves, mas foram tantas pequenas coisas seguidas que eu sinceramente prefiro preservar a minha sanidade mental.

Bem... A primeira metade do post irá definir alguma da terminologia que irei usar, desde conceitos básicos a siglas que as comunidades trans e não-binária usam. Esses conceitos são importantes para compreender os tópicos da segunda metade, onde listo direitos básicos que a comunidade trans devia ter, alguns deles urgentes.

União AMTN e discurso ace


Então... Para hoje eu decidi acabar um post que tinha de molho há mais de um ano. É sobre gate-keeping e discriminação de certas identidades lgbt+ pela própria comunidade lgbt+, com foco na exclusão de pessoas assexuais e arromânticas. Também trago curiosidades históricas e lembretes de leis que oprimem pessoas assexuais - e sim, o post será provavelmente tão denso quanto esperam. Ah, com AMTN eu quero dizer a-spec, m-spec, trans e não-binárie.

Já agora, estou inspirade para escrever. Ontem decidi começar a escrever mais uma fic, hoje acordei e escrevi uma mensagem enorme a um amigo da praxe sobre como acho que a praxe podia parar de propagar preconceitos e podia contribuir para a sociedade, e ainda estou a pensar em escrever mais coisas. Já agora, amanhã vou partir numa demanda para conseguir seguidores para o blog ^^ Vamos lá ver como corre. Enfim, cliquem no "mais" se tiverem coragem para ler isto tudo. Eu tinha muitas reclamações a fazer...

Porquê que a representatividade lgbt+ em Voltron desiludiu


Então... hoje não haverá recomendações do dia. Porque eu não tenho tempo para fazer dois posts, mas quero desabafar sobre este assunto. Mesmo ainda não tendo visto a sétima temporada de Voltron, já sei spoilers de praticamente tudo e, apesar de estar certa de que a temporada tem vários pontos fortes e que vou gostar dela como um todo, isso é completamente irrelevante para analisar a tão prometida - mas não inteiramente entregue - representatividade lgbt+. O post contém spoilers e sugiro que parem de ler a partir daqui se não viram até à sétima temporada, incluída. O post não irá dirigir qualquer forma de ódio à equipa por trás de um "anime" tão bom nem irá entrar em guerras de ships, mas sim considerar o enredo, o marketing, informações dadas em entrevistas e a forma como tudo isso contribuiu para dois conceitos problemáticos dos quais a comunidade lgbt+ já está cansada de explicar porquê que magoam: queerbaiting, e a trope Bury Your Gays. Também pretendo esclarecer dúvidas que tanta gente parece ter em relação à má representatividade de que Voltron está a ser acusado - por exemplo, confundindo as acusações de queerbaiting com as acusações da trope que mencionei.

{tag | crescimento pessoal} Revisitando as problemáticas que escrevi


Ohayou, minna! ^^

Eu já andava há algum tempo a pensar em fazer um post onde demonstrasse como algumas das minhas noções mudaram. Quem conheceu este meu cantinho recentemente, ou mesmo quem me conhece desde os ultimos anos do [4ever sapo], é capaz de ficar com a impressão de que eu sempre fui ativista e feminista interseccional e que desde que nasci ando a devorar glossários do tumblr e a aprender como ser inclusiva, mas isso não é nadinha verdade. Eu sempre me preocupei com respeitar as pessoas, mas era aquela boa intenção vaga que quase toda a gente da minha ideade tem porque aprendeu que ser preconceituoso "é mau", e ninguém se vê como uma má pessoa... Mas só depois de descobrir que era bi é que comecei a pesquisar mais sobre, enfim, questões sociais, e comecei a perceber que as minhas intenções não se aliavam à prática. Para todos os efeitos, essa fase de aprendizagem marcou-me imenso e fez-me ver o mundo com outros olhos, até porque mal eu me apercebi do monte de preconceito internalizado que tinha, eu absorvia toda a informação e todas as perspetivas que podia. Aprendi TANTO no espaço de um ano - isto há uns 3 anos atrás - que em alguns aspetos me sinto irreconhecível.

Eu adoro a pessoa em que me tornei, mas gostava ainda mais de poder comprovar que mudei mesmo bastante, não como uma forma de me gabar, mas para demonstrar que, se houve esperança para uma pessoa como eu, não há desculpas para ninguém >.< E isso pareceu-me um bocado inspirador, portanto... porque não criar uma tag para que blogueiras incentivem quem a lê a se tornar uma pessoa melhor?

A legalização da prostituição


Este é um debate muito delicado, para o qual eu não sei dizer qual é a solução. Pessoas de muitos círculos diferentes, vários dos quais feministas e liberais, são a favor da legalização, e de facto, este artigo não vai pôr em causa que pessoas que se prostituem devem ter direitos - obviamente devem. O que vai pôr em causa é o quanto cada modelo de regulamentação da prostituição dá resultado, e definir noções que normalmente ficam pouco claras neste tipo de debates. OBS: Embora a prostituição seja maioritariamente exercida por mulheres, eu irei utilizar [linguagem neutra], por um lado para incluir prostitutos, por outro, porque há a possibilidade de estudos que mencionam "prostitutas" e falam exclusivamente no feminino incluirem pessoas que não se identificam como mulheres, mas que foram postas no mesmo barco simplesmente por causa do seu sexo. Considerando que muitas pessoas trans se prostituem precisamente porque não arranjam emprego por ser trans - ou pelo menos, não arranjam um emprego que respeite o seu género e/ou a sua apresentação - parece-me insensível ignorar que sejam desrespeitadas também ao prostituir-se. Isto dito, não tenciono passar por cima de que são corpos entendidos como femininos que são o grande alvo - a percentagem é esmagadoramente maior [www, contém vários dados sobre prostituição] - , e de que a maioria das pessoas que tem interesse na prostituição são homens, particularmente homens cisgénero. 

Universal/Inclusive design é uma coisa fuderosa


Ohayou, sapinhos! Eu já estava para fazer este post há muito tempo, mas falar disso num trabalhinho (de uma disciplina inútil durante a maioria do semestre) da faculdade - não havia grande limitação de tema e eu sugeri este - motivou-me a finalmente acabar o rascunho, ainda para mais considerando que eu queria dar um exemplo concreto e a nossa apresentação tem tudo o que eu preciso ^^

Vim falar de inclusive design, uma coisa que eu conheci há provavelmente um pouco mais de um ano mas nunca tirei muitos dias para pesquisar sobre o assunto, embora tivesse noção de uns quantos exemplos que considerei geniais desde o começo. Inclusive design, maioritariamente conhecido como universal design, visa criar um ambiente que vai ao encontro das necessidades de toda a população, sendo acessível e conveniente para as pessoas independentemente da sua idade, tamanho ou corporalidade (por exemplo, se têm deficiências físicas ou não). Não se destina apenas a minorias sociais, mas a permitir a interação entre diferentes grupos de pessoas, contribuindo para a união da sociedade. Objetivos de destaque: reduzir a exclusão social e permitir a autonomia.  

Esclarecendo polémicas em torno de TRANSições físicas


Eu estava a pensar em como começar este post e decidi que vou querer fazer um desenho com uma mulher cis e uma mulher trans onde vou escrever: "different body, different experiences, same gender".

Yoo, sapinhos! Este post, para diferir do anterior, conta com mais info lgbt+, exclusivamente relativa a questões trans. Vou tentar esclarecer algumas questões que a sociedade considera polémicas e mostrar porque que duas visões distintas não implica necessariamente que uma delas não seja verdade. O tema principal são transições físicas, e tenciono responder a 3 dos argumentos mais usados para alguém se opor a transições.

Este post foi motivado por certas imagens em páginas de feminismo radical (mais particularmente TERF's), que parece ainda não ter compreendido que respeitar o género de mulheres trans não invalida o que elas passaram enquanto mulheres cis. Também parece ter dificuldade em alcançar a noção de que sentir disforia ou não atender estereótipos de género na infância não são requesitos para não ser cisgénero. Aliás, a wikipédia é uma ótima fonte no que toca a demonstrar as visões distintas do feminismo em relação a pessoas trans: [www].

Até que ponto uma identidade sem nome existe?


Ohayou ^^ Eu sei que prometi um post um pouco mais leve e que não se debruçasse sobre representatividade, mas só faz sentido postar aquilo que planifiquei quando tiver pronto um lay mais minimalista - que, aliás, me dará muito gosto fazer. Então, esta reflexão gigante é a resposta ao que eu mencionei no [post anterior], no excerto " Na verdade, eu vou fazer um post sobre isso no futuro, porque é um tema muiiito confuso, muito polémico, com TONELADAS de nuances e verdadeiramente importante para mim, mas spoiler sobre o que eu penso: deve-se privilegiar acima de tudo identidade."

Portanto, fica aviso: Se alguém caiu aqui à procura de info sobre lgbt+ e não sabe nem algumas definições básicas, não recomendaria este post. Tenho guias mais úteis neste tumblr: [www]. O post irá refletir sobre como as pessoas não reconhecem a existência de algo até esse algo ser nomeado, e relacionar isso com identidades lgbt+, deitando lenha na fogueira de duas discussões: 1) será que uma pessoa é X se não se identificar com esse X, mesmo encaixando na definição usual? 2) identidades lgbt+ serão algo determinado pela biologia ou pelo meio? 

Que fiquei claro que eu vou essencialmente reclamar da maneira como a maioria das pessoas encara ambas as questões a preto e branco e acha que provar que uma causa se verifica anula a influência de outras causas. Se procuram A VERDADE, não acho que isso exista. Não quando se está a falar de pessoas. Mas sinceramente, acho que este post se aproxima de uma generalização bastante provável, pelo menos, mais do que muitos artigos que falam destes temas com grandes certezas. Preparem-se para ficar com o cérebro derretido.

Figuras históricas lgbt+


Eeeeeee eu já não postava há imenso tempo. Que desculpa vou usar? Faculdade. Por outro lado, tenho algumas novidades que irei mencionar no final do post, apenas quero aproveitar a intro para falar do tema do post. Há uma série de figuras históricas (potencialmente) lgbt+ que normalmente, quando são mencionadas, têm essa parte da sua vida apagadas. Há razões para isso - algumas bastante razoáveis, como o facto de nem sempre dar para ter a certeza - mas não são mais válidas do que as razões pelas quais se devia partilhar essa informação. Então eu quero apresentar os argumentos e depois passar aos nomes - e acreditem que alguns vos vão deixar espantades.

Não basta... + novidades


Ohayou, minna!

Após intensas semanas de trabalhos de faculdade, finalmente consegui trazer um post. Metade deste post vai ser um "desabafo informativo" sobre questões lgbt+ (embora se possa aplicar a outros grupos também), e a outra metade consiste em mim a tagarelar sobre o que tenho feito, como a minha ida ao Iberanime este sábado. Cá vamos nós:

"Barrigas de aluguer" e todas as questões que a lei portuguesa levanta


Ohayou, minna! Antes de tudo, vou avisando que poderá vir a ser complicado postar, pois para além da faculdade, este mês estou ainda a participar no inktober e a seguir tudo à letra: é um projeto onde se faz um desenho todos os dias de outubro, sendo que todos os dias têm um tema e que esses temas mudam todos os anos. Este ano, a proposta oficial é [esta], e embora o terceiro dia já tenha sido complicado que chegue, estou a sentir-me orgulhosa do resultado e é algo que quero mesmo levar até ao fim. Até porque sentia falta de ser tão criativa como ando a ser...

O post de hoje começou a ser montado há já um mês, e é sobre algo que foi autorizado em Portugal há relativamente pouco tempo (julho deste ano): barrigas de aluguer. Como surgiu bastante oposição a isso, eu fui pesquisar e trago aqui as conclusões que tirei.

Feminismo VS outros movimentos/conceitos associados


{Ajuda a ganhar seguidores? Só tenho 15 porque nunca divulguei este cantinho, não sei se devia ter deixado o FS...}
Ohayou, sapinhos! Antes de mais, fica aqui o aviso de que já fiz o [tutorial] para tornar layouts responsivos, juntamente com uma base editável.

Hoje trago apenas algumas definições, e o post será muito mais curto que o anterior - até porque sei que ainda quase ninguém teve tempo de o ler, muito menos de comentar. Talvez o tutorial acima vos motive a comentar mais? ;) Embora eu seja a ultima pessoa a poder queixar-me... Enfim, vim falar de obviamente feminismo, e de outros movimentos e conceitos associados como o humanismo, o egalitarian...

Nota importante: este post não tem o propósito de dizer qual movimento é melhor, apenas esclarecer sobre a definição, sobreposição e distinção entre movimentos - desde que a pessoa lute por justiça, o nome que dá a si própria é uma questão irrelevante. Contudo, pretendo sim explicar porquê que me considero uma feminista interseccional.

Problematizando a problematização


Toda a gente neste cantinho sabe que eu sou uma das pessoas mais problematizadoras da blogosfera, certo? Pelo menos eu sinto-me em parte responsável por ter ajudado a pegar moda essas análises sobre representatividade. Agora, o que eu acho que ninguém sabe, é que dá para problematizar a problematização em si, e cada vez mais eu o tenho feito, pois descobri que muita gente problematizadora faz uma bola de neve com os seus argumentos e acaba por considerar tudo proibido, sexualizado, romantizado... mesmo quando claramente isso não se verifica. Moral da história: problematizar é bom, mas também importa saber discernir limites. Para isso, eu irei falar de alguns dos tópicos mais comuns de representatividade (ships lgbt+, personagens femininas, poc e assuntos gerais), e fazer uma lista de críticas legítimas e ilegítimas, e dizer porquê. Irei inicializar tudo com um glossário, que basicamente contextualiza quem são as variantes de radfems e quais os seus argumentos comuns - mas quem quiser pode pular essa parte.

O post que me levou a começar a aprofundar este assunto foi [este bebé], pois basicamente mencionava várias das coisas que já ando a notar há alguns meses sobre como feministas Radicais tentam excluir e vilanizar toda a gente que não consideram aceitável, propagando isso através dos fandoms.

Olimpíadas da opressão?


Oras... há quanto tempo, não é?

A faculdade tem sido, nas palavras de um amigo meu, "tortuosamente divertida": tenho estado mesmo muito ocupada mas adoro os trabalhos de grupo que fazemos simulando que estamos a trabalhar para uma empresa. Acontece que hoje o meu pc deu a louca e os programas congelam a cada linha de código que escrevo, então eu desisti - e como já estava na altura de ter um computador que aguentasse com programas pesados, amanhã vou ter o meu novo bebé! :3 Portanto hoje aproveito para procrastinar.

Volta e meia, ainda consigo absorver conhecimento sobre principalmente questões lgbt+, e o que eu venho comentar hoje acaba por ser um post introdutório a questões mais pesadas que eu já era para ter abordado (mas que são tão extensas que ainda nem tive coragem de terminar o post xd). Basicamente, vim falar um pouco sobre como a homofobia não é a única forma de lgbtfobia, e vim explicar de que modo os vários tipos se podem combinar ou ser manifestados até por pessoas lgbt+. Acima de tudo, vim apresentar uma espécie de hierarquia, mas deixo já o aviso de que não tenciono alimentar a narrativa de que certas formas de preconceito são piores que outras - aliás, até me oponho bastante a essa linha de pensamentos. 

O que me motivou a escrever o post foi [este] artigo. É realmente bom e mostra que a pessoa sabe do que está a falar, então recomendo a leitura para um entendimento mais profundo. O que eu vou fazer aqui será basicamente resumir alguns pontos importantes, mas comentar coisas que não considero que sejam tão absolutas quanto foram apresentadas. 

Apropriação cultural, porque já estava na altura de eu falar disto


Ohayou ^^

Primeiro, uma notinha: eu tinha começado a responder aos comentários do [post sobre aborto], mas por algum motivo, depois de enviar o comentário, não aparece nada. Então mesmo que eu não vos tenha respondido, fiquem sabendo que li tudinho, como sempre, e que fiquei orgulhosa de terem entendido os meus argumentos e de acharem a minha retórica tão boa :3

Parece que eu não me canso de trazer assuntos polémicos, e hoje trago um tema igualmente duro de entrar na cabeça das pessoas: Apropriação cultural. Basicamente vou demonstrar que existe, que tem um impacto negativo, quais os critérios para averiguar a sua presença e como é que se pode parar de fazer esta asneira substituindo o problema por apreciação cultural. Como eu sou branca e, ainda para mais, de uma cultura ocidental e maioritária, não podia falar disto sem ter por base muitos links maravilhosos escritos por experts no assunto. Então, se scrollarem até ao final do post, vão ver a lista completa de artigos que me permitiram escrever isto sem dizer grande asneira.

Sobre aborto, ou "o post que eu não esperava fazer"


{acrescentado dia 11/5/17: achei um [infográfico] lindo que reforça tudo o que eu disse}

Oras, vou direta ao ponto: eu descobri que na blogosfera mesmo várias feministas e ativistas são contra o aborto ou não sabem bem o que pensar do assunto, então eu tomei a liberdade de vos informar um pouco e, se conseguir convencer-vos, melhor. Se não, espero que algum dia passem a partilhar desta opinião, afinal eu entendo que não posso obrigar ninguém a concordar comigo que é difícil formar opiniões de um momento para o outro, então só peço que leiam (sintam-se livres para discordar ou para fazer questões) pois este assunto é bem importante. 

Clarificando: Sou a favor do aborto, e no post irei explicitar o que isso é, quais as razões, e porquê que normalmente ser contra vem de uma posição de desinformação ou de noções erróneas pré-formadas (tudo devidamente justificado com estatísticas, estudos e factos).

Pérolas e problemas da Women's march


Ohayou, sapinhos ^^ Só para despachar isto e clamar o blog: Follow my blog with Bloglovin!

Eu anunciei no post anterior que ia fazer um artigo a criticar e elogiar determinados pontos da Women's march. Se vocês forem tão aluades como eu, ou não ouviram falar disso de todo, ou só ouviram falar depois do evento ter passado, MAS eu aproveitei isso para me informar sobre o assunto. O post irá focar no peso que o evento adquiriu devido à vitória de Trump - que literalmente ignorou que tanta gente tenha saído à rua contra ele e pouco depois da marcha estava a dedicar-se a criar leis anti-aborto, mas fazer o quê. Então pronto, termino a introdução dizendo que este post será [feminista], como tal, abordará vários dos pontos desse link amável aí, e vai também explicar melhor o que é e qual o contexto da women's march. Estará repleto de felicidade pelo grande número de pessoas que se reuniram no evento e pelo propósito do mesmo, mas terá parágrafos bem desanimados em decorrência da transfobia e do racismo denotados pelos participantes.

NOTA: A HINA-CLONE FEZ ANOS DIA 24! Se não deram os parabéns, ainda vão a tempo!!! Aqui o [blog dela]. 

Ainda há bastante racismo em Portugal


{nota: afiliados, querem fazer o favor de trocar o link do Forever Sapo pelo do caixa de Surpresas?}
{agradeço a quem seguir o blog: cliquem na imagem do gadget "sapinhos"}
Ohayou, minna!

Comecei a escrever este post há quase um mês, mas demorei a concluí-lo pois pelo meio finalizei o jogo DAI, e porque decidi que deveria pesquisar mais a fundo sobre o tópico antes de poder postar isto. Escrevi-o com um certo sentido de ironia já que, como vários de vocês se devem lembrar, fiz (há um ano exato!) [este post] onde eu falava de várias questões raciais globais e genéricas, mas dizendo que agora isso já não era o problema predominante e que, hoje em dia, o problema era mais o whitewashing e colorblindness, versões mais "subtis" de racismo. Também denotei, nesse post, a perspetiva de quem nunca o tinha vivenciado nem em primeira nem em terceira pessoa, e que não o considerava um problema muito marcante em Portugal. Agora, escrevo isto sob um olhar diferente - não é que essa versão subtil do racismo não seja, até, uma das mais predominantes, em Portugal especialmente. A questão é que eu estava iludida em considerá-la pouco frequente, em vê-la como um problema distante, e a minha escolha de palavras possivelmente transmitiu a ideia de que impactava menos que as macroagressões racistas ou que era a única que existia. Nada disso é verdade, e eu sabia, mas demorou-me vários meses até o conseguir "sentir" devidamente. E aqui quero abordar o racismo de uma perspetiva mais próxima e menos teórica.

O que me levou a escrever isto foi o artigo [Falar de etnias ainda é tabu em Portugal].

Aquele cliché de ano novo


Começo este post sentindo-me a Joana do [Cute Universe]: esqueci-me do ano novo e tive de fazer tudo em cima da hora, vulgo, acabar este lyaout que ando há *literalmente* meses a fazer, e ainda escrever este post de ano novo. 2016 foi demasiado marcante para terminar sem reflexões. Então, eu já devia ter desligado o pc e começado a ver filmes com a minha irmã, já que é assim que gostamos de passar o ano novo, mas só agora estou a começar a escrever. Não direi realmente nada de especial - será mais ou menos o mesmo que viram noutros 300 blogs ;)