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O que é ter personagens femininas fortes?


Ohayou, minna!

Já estava para fazer este post há algum tempo. Foi adiado constantemente dada a complexidade do seu conteúdo, afinal, isto é fruto de horas de pesquisa e de opiniões confrontadas, e é difícil fazer um texto organizado mas que ao mesmo tempo transpareça todas as nuances da questão do título. Afinal, o que são personagens femininas fortes? Toda a gente parece ter um entendimento diferente, desde personagens com um nível de força e resistência física próximo do de homens - pelo menos no caso de superheróis, onde "poderes" são uma boa forma de contornar barreiras biológicas; personagens confiantes e "empoderadas", o que algumas pessoas imaginam como mulheres que exalam sexualidade e outras encaram como mulheres que não se apresentam de forma apelativa a homens-hétero; personagens que conciliam os ideias femininos como bondade com ideias masculinos como o da vitória e da força; personagens que fazem grandes sacrifícios e demonstram não força física, mas força mental admirável; ou simplesmente mulheres humanizadas e com um papel relevante na história apresentada.

Na verdade, este post não pretende fornecer uma definição do que é uma personagem feminina forte, pois eu não acredito que hajam mulheres mais fortes que outras - e isso não se aplica só a mulheres obviamente. "Mulheres fortes" não passa de uma buzzword, de um conceito que se tornou popular por parecer que é uma forma de respeitar mulheres mas, no fundo, que só serve para as comparar, avaliar e categorizar, e a nossa sociedade já faz julgamentos que chegue na vida real para ter de transpor isso para as questões da representatividade. O meu ponto é que não quero alimentar a narrativa de que há uma forma correta de representar mulheres pois, como qualquer grupo, esse é muito diversificado e é um erro achar que há modelos de personagens femininas capazes de espelhar um grupo inteiro. Assim, eu ofereço uma alternativa: ter mais mulheres. Representatividade não é uma questão de qualidade. Representatividade é uma questão de diversidade. E que melhor maneira há de captar diversidade a não ser através da representação de muitas pessoas distintas

Claro que o post não conseguirá cobrir o assunto por completo, mas preparem-se para um masterpost. E para um overview das críticas mais comuns. Updates sobre mim no fim do post...

Dicas que facilitam a vida


Ohayou! Sim, eu desisti da coluna diária à segunda semana porque achei que seria mais produtivo adiantar os posts que tenho nos rascunhos. Antes de avançar para o assunto do post, viram que o Google+ vai deixar de existir? Caso não saibam, isso terá imensas repercursões no blogger - os comentários irão desaparecer, o botão de seguidores vai à vida (ou seja, xau seguidores) e potencialmente os vossos blogs irão desaparecer se os tiverem associados à conta do google. O que eu fiz para garantir que essa última parte não aconteceria foi reverter para a conta blogger, indo a Settings>User settings> Blogger [imagem exemplificativa]. 

O post de hoje reúne uma série de dicas - mais concretamente, mentalidade e atitudes - que facilitam bastante a vida quando adquiridas. Eu tenho andado a ver uma série de canais com temáticas como zero waste, healthy lifestyle, ser vegan, organização, destralhar a casa, bullet journaling/estudo/planeamento... Portanto inevitavelmente fiquei com um MONTE de hábitos novos, que já implementei ou estou a tentar dominar. E decidi que os poderia partilhar convosco. Os vídeos que mais serviram de inspiração foram estes: [1 2 3 4 5 6 7 8 9 10]. Eu sei que nem todes vocês têm interesse por isto, mas mesmo assim tenho a certeza de que conseguirão encontrar alguma sugestão que melhorará um pouco o vosso dia a dia. É verdade que para pessoas com problemas como fatiga crónica ou algum obstáculo mental isto não fará milagres, e que os vídeos que serviram de inspiração foram feitos por pessoas perfeitamente neurotípicas e able-bodied, mas mesmo assim pode ser que tenham alguma utilidade. 

Prós e contras das várias formas de linguagem neutra


Ohayou, minna!

Novidades sobre mim no final do post, pois eu escrevi isto de propósito para uma pessoa de Portugal que está a investigar várias maneiras que criar uma linguagem neutra em género em português, e apareceu a fazer perguntas num grupo não-binário (se bem percebi, essa pessoa é tradutora). Como seria de esperar, não encontrou muitas fontes académicas e tanto encontrou artigos a sugerir uma forma gramatical singular neutra em género, como artigos sobre o quanto a nossa línguagem no plural é machista - propondo antes a enumeração da forma masculina e feminina - a par com outros que rebatem essa ideia. Quem lê o blog deve conseguir saber porquê que a segunda questão seria um problema para pessoas não-binárias como eu. Em todo o caso, adivinhem quem é que se ofereceu para ajudar com a pesquisa? Mimzinhe, e após bastante tempo, consegui acabar este post ^^

Como fazer um bullet journal


Ohayou, sapinhos! ^^ Eu tinha prometido postar hoje, e estou a sacrificaro meu último dia de férias para o fazer - até porque o tema do post é ambicioso e eu teria adorado encontrar um masterpost assim tão completo antes de fazer o meu próprio Bullet Journal - BuJo para abreviar. Tenho duas secções principais: a primeira diz respeito ao conteúdo e estrutura de um bullet journal - a segunda fala sobre como deixar o vosso BuJo bonitinho ou, melhor ainda, aesthetic ;) Claro que a primeira coisa dita após o ler mais é uma explicação sobre o que são bullet journals e como é que foram criados.

{Editado dia 19: eu tinha escrito esta introdução no domingo passado - perdi muito tempo a organizar as minhas imagens do bujo pa ser fácil selecionar as melhores para colocar no post, daí só postar hoje - e entretanto consegui ir para a turma dos meus melhores amigos, so dw ^^ As aulas estão uma correria, pelo menos para quem quer apontar tudo em condições}

Já agora, eu pensei em contar como fiquei desanimade ao descobrir que não fiquei na mesma turma do Bruno do Pedrinho, os meus dois melhores amigos, mas entretanto decidi encrar isso como uma hipótese para voltar a ser independente deles e chegar ao estágio com mais confiança. Sim, eu posso apanhar alguns colegas de trabalho de merda, mas também pode correr tudo bem e, seja como for, no trabalho não poderei escolher com quem é que faço equipa. Então sim, estou razoavelmente confiante ^^ 

Decidi que até ao Iberanime - que é lá para o fim de outubro - vou fazer uma "dieta", nada que me vá fazer passar fome, mas aquele tipo de dieta saudável que consiste apenas em cortar ao pão e aos doces. Já comecei e sinto que vou conseguir sem grande sofrimento - ter pouco apetite tem essa vantagem. Eu estou a a fazer isto para emagrecer a parte interna das coxas  - há estudos que dizem que não há exercícios físicos capazes de emagrecer apenas essa zona e a maioria dos exercícios para as pernas apenas permite ganhar músculo, para emagrecer é preciso mesmo fazer uma dieta por todo, então eu quis complementar os exercícios que já fazia com isso. Porquê que só quero emagrecer as pernas até ao Iberanime? Porque quero fazer um cosplay da Phos, de [houseki no kuni], e eli tem as pernas muito magrinhas xD Motivo idiota, mas ei, foi o que me fez começar a fazer ginástica, e se consegui integrar isso na minha rotina, acredito que a dieta também é viável. Mas idealmente eu irei mesmo habituar-me a comer menos porcarias, apesar de não ter de cortar completamente - afinal, o glúten do pão é o que mais faz engordar nas pernas, e o açúcar é praticamente uma droga, portanto eu gostava de conseguir fazer o famoso [desmame]. 

União AMTN e discurso ace


Então... Para hoje eu decidi acabar um post que tinha de molho há mais de um ano. É sobre gate-keeping e discriminação de certas identidades lgbt+ pela própria comunidade lgbt+, com foco na exclusão de pessoas assexuais e arromânticas. Também trago curiosidades históricas e lembretes de leis que oprimem pessoas assexuais - e sim, o post será provavelmente tão denso quanto esperam. Ah, com AMTN eu quero dizer a-spec, m-spec, trans e não-binárie.

Já agora, estou inspirade para escrever. Ontem decidi começar a escrever mais uma fic, hoje acordei e escrevi uma mensagem enorme a um amigo da praxe sobre como acho que a praxe podia parar de propagar preconceitos e podia contribuir para a sociedade, e ainda estou a pensar em escrever mais coisas. Já agora, amanhã vou partir numa demanda para conseguir seguidores para o blog ^^ Vamos lá ver como corre. Enfim, cliquem no "mais" se tiverem coragem para ler isto tudo. Eu tinha muitas reclamações a fazer...

Como sobreviver na escola/faculdade


Ohayou, sapinhos!

Eu estou a tentar escrever isto a tempo, o que não vai ser fácil considerando que ainda tenho negócios para tratar (literalmente, dado que os livros que tinhamos cá em casa estão a vender bem), mangás para ler, e que cheguei de sim, outra festa do pijama. O post vai ser um misto de dicas de back to school com dicas de estudo, e hacks. Se eu vou usar este post para abusar de studyblr porn? Sem dúvida - as imagens vão ser escolhidas a dedo ^^

Espaços para certos géneros - tipos e lembretes


Tenho a certeza de que vocês já ouviram falar de "women's spaces". Contudo, provavelmente já se perguntaram até que ponto pessoas de outros géneros os podem visitar, se são inclusivos de pessoas trans e se utilizam a palavra "mulher" como género feminino ou sexo feminino. A verdade é que imensa gente faz uma grande caldeirada, e esse termo pode significar coisas muito distintas dependendo de quem o usa. Por outras palavras, devia significar que era um espaço para mulheres cis e trans (e eventualmente pessoas não-binárias que também se conectam com o termo mulher), incluindo as experiências de pessoas de todos esses grupos, já que "mulher" é um género e portanto são mulheres pessoas que se identificam como tal. Maaaaas todo o tipo de espaços são válidos, e portanto irei, neste post, explicar porquê que todos os espaços voltados para pessoas de certos géneros e sexos se justificam e não roubam nada de ninguém - incluindo espaços para mulheres cis - e indicar que nomes deviam ser dados para cada tipo de espaço existente de modo a evitar confusões. Créditos principalmente a [este post], embora eu tenha coisa a acrescentar, e precisamente por isso é que decidi fazer este artigo.

Zero waste: guia inclusivo


Prometido é devido, e aqui está o meu guia gigantesco zero waste (zero desperdício) inclusivo.

Se há alguma coisa que deve ficar clara aqui, é que as fábricas são as maiores responsáveis pela poluição do planeta, e o post não se destina a culpar indivíduos por não conseguirem salvar o planeta sozinhos nem por ficar frustrados com tentativas falhadas. Contudo, pretendo encorajar toda a gente a considerar o impacto que as suas ações podem ter, principalmente se toda a gente for gradualmente aderindo às políticas dos [5 R's]: Reduzir, Repensar, Reaproveitar, Reciclar e Recusar. Uma pessoa sozinha pode poupar até que chegue para todo o lixo que produz no ano caber num frasco, enquanto que em média uma pessoa em Portugal produz 460 quilos de lixo no mesmo espaço de tempo.Tal como muitos blogs zero waste afirmam, "Não é uma questão de atingir a perfeição; É uma questão de fazer escolhas melhores"

Mas... e quem não pode escolher? Nem toda a gente pode abdicar das palhinhas de plástico, como eu disse [aqui]. Nem todas as alternativas que os grandes blogs* zero waste sugerem funcionam para toda a gente. Para fazer este post, eu escolhi algumas questões relevantes para aderir a uma política zero waste e enumerei tantas alternativas quantas consegui encontrar, com o único objetivo de dar a conhecer um número mais vasto de opções e de incentivar as pessoas a adotar medidas dentro das suas possibilidades - não com o objetivo de policiar ou envergonhar as atitudes de ninguém. Salvo pessoas que estejam totalmente dependentes de outras, toda a gente pode controlar minimamente as suas ações, daí eu querer neste post sugerir coisas acessíveis que muita gente não sabe que pode fazer. Como a minha mãe diz: "Quem faz o que pode, a mais não é obrigado."

*diga-se de passagem que estes tendem a ser geridos por mulheres com tempo e dinheiro para mudar os utensílios que usam, correr montes de lojas à procura das melhores e fazer DIY de tudo e mais alguma coisa, desde comida a produtos de limpeza e higiene

Dicas para nos amarmos mais


Ohayou, minna ^^ Eu devo ter uns 10 posts quase prontos nos rascunhos, mas em vez de os finalizar e postar, sou negligente e começo outro post novo. Gostei bastante de escrever este post porque self-love é um conceito importante para quem é ativista, pertence a minorias ou simplesmente qualquer pessoa de anda stressada/cansada das dificuldades da vida, e dá jeito ter uma listinha à mão para o caso de eu precisar. Basicamente reúno uma série de propostas de coisas que podemos fazer para cuidar da nossa saúde mental e física, um post leve e fácil de ler em comparação com o usual. OBS: nem todas estas coisas se adequam a toda a gente, eu apenas tentei reunir as dicas dadas por várias fontes e tentar ser o mais completa possível - decididamente algumas das coisas desta lista não se adequam a mim.

Problematizando a problematização


Toda a gente neste cantinho sabe que eu sou uma das pessoas mais problematizadoras da blogosfera, certo? Pelo menos eu sinto-me em parte responsável por ter ajudado a pegar moda essas análises sobre representatividade. Agora, o que eu acho que ninguém sabe, é que dá para problematizar a problematização em si, e cada vez mais eu o tenho feito, pois descobri que muita gente problematizadora faz uma bola de neve com os seus argumentos e acaba por considerar tudo proibido, sexualizado, romantizado... mesmo quando claramente isso não se verifica. Moral da história: problematizar é bom, mas também importa saber discernir limites. Para isso, eu irei falar de alguns dos tópicos mais comuns de representatividade (ships lgbt+, personagens femininas, poc e assuntos gerais), e fazer uma lista de críticas legítimas e ilegítimas, e dizer porquê. Irei inicializar tudo com um glossário, que basicamente contextualiza quem são as variantes de radfems e quais os seus argumentos comuns - mas quem quiser pode pular essa parte.

O post que me levou a começar a aprofundar este assunto foi [este bebé], pois basicamente mencionava várias das coisas que já ando a notar há alguns meses sobre como feministas Radicais tentam excluir e vilanizar toda a gente que não consideram aceitável, propagando isso através dos fandoms.

Olimpíadas da opressão?


Oras... há quanto tempo, não é?

A faculdade tem sido, nas palavras de um amigo meu, "tortuosamente divertida": tenho estado mesmo muito ocupada mas adoro os trabalhos de grupo que fazemos simulando que estamos a trabalhar para uma empresa. Acontece que hoje o meu pc deu a louca e os programas congelam a cada linha de código que escrevo, então eu desisti - e como já estava na altura de ter um computador que aguentasse com programas pesados, amanhã vou ter o meu novo bebé! :3 Portanto hoje aproveito para procrastinar.

Volta e meia, ainda consigo absorver conhecimento sobre principalmente questões lgbt+, e o que eu venho comentar hoje acaba por ser um post introdutório a questões mais pesadas que eu já era para ter abordado (mas que são tão extensas que ainda nem tive coragem de terminar o post xd). Basicamente, vim falar um pouco sobre como a homofobia não é a única forma de lgbtfobia, e vim explicar de que modo os vários tipos se podem combinar ou ser manifestados até por pessoas lgbt+. Acima de tudo, vim apresentar uma espécie de hierarquia, mas deixo já o aviso de que não tenciono alimentar a narrativa de que certas formas de preconceito são piores que outras - aliás, até me oponho bastante a essa linha de pensamentos. 

O que me motivou a escrever o post foi [este] artigo. É realmente bom e mostra que a pessoa sabe do que está a falar, então recomendo a leitura para um entendimento mais profundo. O que eu vou fazer aqui será basicamente resumir alguns pontos importantes, mas comentar coisas que não considero que sejam tão absolutas quanto foram apresentadas.