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"De-escalation" e coisas que ativistas devem saber


Ohayou, minna!

A frase "tem cuidado com o que desejas" costuma ser associada a coisas negativas, mas desta vez aconteceu-me algo bastante positivo: eu queria ter férias, e tive. Porquê? Porque a empresa onde eu vou trabalhar precisava de um documento que ainda não pude levantar, pois é levantado na minha faculdade e ela esteve este tempo fechada para férias. Então tenho estado em casa, a jogar Skyrim e adiantar outros pequenos objetivos. Não que eu possa chamar o novo "Draw this again" que estou a fazer de pequeno, mas still. 

Este post é o resultado de uma coisa que tenho andado a tentar recentemente, com sucesso variado: De-escalation. Consiste basicamente em acalmar uma situação ou discussão, e isso passa por me acalmar a mim. É difícil pois obriga a pessoa que inicia essa tática a aperceber-se do que se está a passar, por de parte o que está a sentir por muito válido que seja e tentar abordar as outras pessoas envolvidas de forma firma, mas pacífica, pouco ameaçadora e demonstrando estar disposta a ouvir e entender o que ela tem a dizer. De facto, isto é muito sobre saber ouvir e, caso seja seguro suficiente discordar, fazê-lo da forma mais agradável possível. E é engraçado porque eu sinto que fazia isto quase inconscientemente quando era criança mas, nos últimos anos, tenho visto coisas que me têm provocado tanta raiva, sensação de injustiça, e me magoam ou magoam outras pessoas, que a minha paciência encurtou drasticamente. Mas isso só resulta em que eu nunca consiga transmitir o meu ponto - porque as pessoas recusam-se a ouvir vozes exaltadas - e às vezes acabo por magoar pessoas que só me querem bem e arrependo-me disso. Então não só esta tática é muito importante para ativistas em geral, como pode ser útil no dia a dia, e decidi partilhar um bocado sobre o assunto. Começando por disclaimers extremamente importantes...

{Resenha} Shimanami Tasogare


Ohayou! Como prometido é devido, venho hoje trazer o segundo post desta semana ;) Além disso, ainda que com atraso, já respondi aos comentários dos últimos posts até porque a Hinata não me deixaria em paz se eu não o fizesse haha De novo, devo insistir que quem quiser saber novidades sobre mim - e eu gostava particularmente que ficassem a saber pormenores sobre eu [ter acabado a faculdade] e [ter feito uma operação aos olhos] - devem ler esses links, pelo menos a parte sobre a minha vida pessoal. 

Hoje trago uma resenha de Shimanami Tasogare. É um mangá que retrata de forma realista - isto é, sem drama exagerado nem um cenário idealista onde problemas não existem - as vivências de pessoas lgbt+, incluindo uma grande variedade de identidades. A história passa-se no Japão, e é apresentada da perspetiva de Tasuku, que se ia suicidar após ter sido arrancado do armário na escola, mas não o faz devido a um evento que o leva a encontrar uma comunidade.

{Revisitando} Dragon Age: Inquisition + Skyrim


Ohayou, minna!

Como disse, estou a aproveitar este fim de férias para tratar do blog. Isso quer dizer que esta semana haverá mais um post para além deste, e amanhã vou tratar de responder a comentários e comentar alguns blogs. Pelo que parece houve quem tenha lido o meu mega-post - o tal que questiona o conceito de personagem feminina forte - mas pergunto-me se alguém sabe o que tenho feito da vida, que disse [aqui] e [aqui]. Afinal, o que é um blog sem falar da minha vida pessoal? E eu quero mesmo que vocês fiquem a saber que eu já acabei a faculdade e fiz uma operação aos olhos, com todos os detalhes que disse nesses posts >.<

Voltando ao assunto: A minha pessoa é viciada em ambientes de fantasia, especialmente tudo o que tiver dragões como habitantes, e fantasia medieval em geral. E recentemente voltei a jogar dois jogos em ambientes assim, Dragon Age: Inquisition, e Skyrim. Dois amores meus, de facto, e é provável que quantas mais vezes os revisite, mais me apaixone - até porque cada decisão diferente faz com que os eventos não decorram da mesma maneira que decorreram da vez anterior que joguei, e portanto é quase como se estivesse a experimentar um jogo diferente.

O que é ter personagens femininas fortes?


Ohayou, minna!

Já estava para fazer este post há algum tempo. Foi adiado constantemente dada a complexidade do seu conteúdo, afinal, isto é fruto de horas de pesquisa e de opiniões confrontadas, e é difícil fazer um texto organizado mas que ao mesmo tempo transpareça todas as nuances da questão do título. Afinal, o que são personagens femininas fortes? Toda a gente parece ter um entendimento diferente, desde personagens com um nível de força e resistência física próximo do de homens - pelo menos no caso de superheróis, onde "poderes" são uma boa forma de contornar barreiras biológicas; personagens confiantes e "empoderadas", o que algumas pessoas imaginam como mulheres que exalam sexualidade e outras encaram como mulheres que não se apresentam de forma apelativa a homens-hétero; personagens que conciliam os ideias femininos como bondade com ideias masculinos como o da vitória e da força; personagens que fazem grandes sacrifícios e demonstram não força física, mas força mental admirável; ou simplesmente mulheres humanizadas e com um papel relevante na história apresentada.

Na verdade, este post não pretende fornecer uma definição do que é uma personagem feminina forte, pois eu não acredito que hajam mulheres mais fortes que outras - e isso não se aplica só a mulheres obviamente. "Mulheres fortes" não passa de uma buzzword, de um conceito que se tornou popular por parecer que é uma forma de respeitar mulheres mas, no fundo, que só serve para as comparar, avaliar e categorizar, e a nossa sociedade já faz julgamentos que chegue na vida real para ter de transpor isso para as questões da representatividade. O meu ponto é que não quero alimentar a narrativa de que há uma forma correta de representar mulheres pois, como qualquer grupo, esse é muito diversificado e é um erro achar que há modelos de personagens femininas capazes de espelhar um grupo inteiro. Assim, eu ofereço uma alternativa: ter mais mulheres. Representatividade não é uma questão de qualidade. Representatividade é uma questão de diversidade. E que melhor maneira há de captar diversidade a não ser através da representação de muitas pessoas distintas

Claro que o post não conseguirá cobrir o assunto por completo, mas preparem-se para um masterpost. E para um overview das críticas mais comuns. Updates sobre mim no fim do post...

Fim do curso + operação aos olhos + mini-resenhas


Eu... queria começar com um tom animado, mas é kinda assustador como a faculdade me fez desaparecer não só do meu cantinho, como da própria blogosfera. Nem os meus blogs favoritos tenho acompanhado, em parte porque sei que teria vontade de comentar mas não teria tempo. Também notei hoje mesmo que surgiram, desapareceram e voltaram das cinzas um monte de blogs, o que me faz ficar anda mais desorientade quanto a por onde começar. E o pior? Só tenho até amanhã, pois tive de dar uma pausa às coisas da faculdade por estar a recuperar de uma cirurgia aos olhos.

Muahaha, agucei a curiosidade? Bem, se alguém ainda lê o caixinha, sabe o que fazer para descobrir mais sobre o que tenho feito ;)

{resenha} Eu achava que o filme "Alita" só seria bom pelos efeitos...


Well damn, finalmente reapareci. Nem sei por onde começar a contar, pois já estou a fazer estágio curricular (lá para julho termino o curso) e isso é praticamente trabalhar e ter aulas ao mesmo tempo, portanto claro que não tenho conseguido aparecer aqui - diga-se de passagem que estou a gostar mais de estar na empresa que nas aulas xD Também me tenho mantido firme com duas resoluções, ler Wheel of Time, e o meu projeto de transformar sims num jogo de fantasia medieval muahahaha. Neste momento estou a tentar recriar Skyhold, de [Dragon Age Inquisition], e aproveitei para continuar o mapa dos 9 andares que tinha começado a desenhar há mais de um ano. As minhas ideias estão cada vez mais ambiciosas e é possível que disponibilize os builds, se bem que algumas pessoa terão de diminuir bastante os gráficos e não sei se conseguirei dizer onde encontrei todo o CC usado. 

Vi Alita há duas semanas atrás e nunca desejei tanto ver um filme uma segunda vez no cinema, pois os efeitos são tão, mas tão bons, que ver isto em casa será uma desilusão comparativamente às memórias que tenho. Mas quando fui ver, ainda não tinha assistido a nenhum dos trailers completos e não esperava muito mais que uma história meh com efeitos cativantes. Pois bem, enganei-me redondamente. Alita é adaptado de um mangá que tem uma protagonista tão fabulosa que nem sei como é que tantes supostes feministas falam mal (oh wait, grande parte  fala mal porque não foi ver, afinal acham que "ela parece uma sex doll" ou que suportar a Capitã Marvel implica não suportar Alita pelo simples facto de a maioria dos homens preferir Alita) e, pelo que parece, este filme - que terá continuação - só adapta os 4 primeiros volumes do mangá, ou seja a parte mais desinteressante da história. Se isto é desinteressante e Alita não é uma protagonista humanizada e bem concebida, eu não sei o quê que as pessoas entendem por isso, fogo. Sure, eu não aprovo a quantidade de gente que anda a insultar mulheres feministas como SJWs, mas sinto que a noção do que é uma boa personagem feminina está cada vez mais rígida e questionar esse conceito será o tema do próximo post. Agora, vamos à resenha (não tem spoilers, apenas hints)...

Prós e contras das várias formas de linguagem neutra


Ohayou, minna!

Novidades sobre mim no final do post, pois eu escrevi isto de propósito para uma pessoa de Portugal que está a investigar várias maneiras que criar uma linguagem neutra em género em português, e apareceu a fazer perguntas num grupo não-binário (se bem percebi, essa pessoa é tradutora). Como seria de esperar, não encontrou muitas fontes académicas e tanto encontrou artigos a sugerir uma forma gramatical singular neutra em género, como artigos sobre o quanto a nossa línguagem no plural é machista - propondo antes a enumeração da forma masculina e feminina - a par com outros que rebatem essa ideia. Quem lê o blog deve conseguir saber porquê que a segunda questão seria um problema para pessoas não-binárias como eu. Em todo o caso, adivinhem quem é que se ofereceu para ajudar com a pesquisa? Mimzinhe, e após bastante tempo, consegui acabar este post ^^

Recomendações de páginas


Eu tentei umas 3 vezes concluir o post sobre a nova política de Trump que vai reefinir o conceito de sexo (que legalmente se usa como sinónimo de género então também redefine "género") e está a foder a vida das pessoas trans. O objetivo do post era explicar em concreto o impacto que vai ter e mencionar várias questões que ainda estão em aberto mas muito provavelmente vão afetar a comunidade pelo negativo, e chamar a atenção para ajudarem a divulgar tudo sobre a tag #WontBeErased. Mas pesquisar sobre isso estava a drenar-me emocionalmente, e não consegui. Não ainda...

Seja como for, hoje decidi recomendar páginas. Os assuntos são variados, e o tipo de página também - tenho desde páginas do facebook a canais. É um post leve e rápido, porque foi o que se conseguiu arranjar, mas ainda assim acho que vale a leitura. Devo dizer também que ao visitar essas páginas perdi imenso tempo a ver alguns dos vídeos porque são interessantes o suficiente para eu ter de parar tudo o resto >.< Novidades sobre mim no fim do post!

OVAs maravilindas


Então... Amanhã vou responder aos comentários novos e com um bocado de sortre comentar noutros blogs. Sinto que o tempo ainda está apertado, mas é um mínimo que eu tenho de fazer. Já agora, mal comece novembro, eu quero tentar participar do desafio NaNoWriMo, que desafia os participantes a escrever uma novel inteira durante Novembro, escrevendo X palavras por dia - podem ver mais e participar oficialmente no [site oficial]. O prémio é simplesmente conseguir acabar as histórias que temos na cabeça >.< E sim, parece mesmo o tipo de coisa que vou conseguir fazer numa das alturas mais ocupadas do ano, eu sei... O que vale é que agora tenho o quarto só para mim e já ninguém me deve descobrir se eu ficar acordade até tarde a escrever.

Hoje vou resenhar 3 filmes de animes - aquela coisa que sempre me fez torcer o nariz e sempre vi como meh - que superaram as minhas expectativas. E à fama que dois destes filmes têm, as minhas expectativas já não eram propriamente baixas. São 3 pérolas que restauraram a minha fé em filmes de anime e portanto recomendo a toda a gente ver ^^ Já agora, não vou comentar isto nas resenhas individuais porque é comum a todos os filmes, mas tanto a arte como a animação foram impecáveis. 

Do que precisam pessoas trans e/ou enby?


A minha pessoa tem estado muito atarefada com a faculdade, mas a parte complicada será a partir desta semana, até porque ainda tenho de refinar algumas coisas para o cosplay que vou fazer no Iberanime e será já dia 13, exatamente na véspera de 2 entregas de trabalho. Desejem-me sorte ^^ Talvez mostre fotos depois - se calhar a minha ida ao evento até será o tema do post dessa semana! Ah, e eu esta sexta detestei a maneira como um stor meu - de Gestão, que é aquela cadeira que nós temos quase inútil ao curso de engenharia informática (quase...) - falou de forma um bocado sexista e exorssexista (excluindo pessoas não-binárias), não aguentei mais estar para ali a ouvi-lo, não voltei depois do intervalo, e dependendo de como responde a um email gigantesco que demorei 3 horas ou mais a escrever que lhe mandei, poderei nunca mais por os pés naquela aula. O coitado do homem nem disse coisas graves, mas foram tantas pequenas coisas seguidas que eu sinceramente prefiro preservar a minha sanidade mental.

Bem... A primeira metade do post irá definir alguma da terminologia que irei usar, desde conceitos básicos a siglas que as comunidades trans e não-binária usam. Esses conceitos são importantes para compreender os tópicos da segunda metade, onde listo direitos básicos que a comunidade trans devia ter, alguns deles urgentes.

União AMTN e discurso ace


Então... Para hoje eu decidi acabar um post que tinha de molho há mais de um ano. É sobre gate-keeping e discriminação de certas identidades lgbt+ pela própria comunidade lgbt+, com foco na exclusão de pessoas assexuais e arromânticas. Também trago curiosidades históricas e lembretes de leis que oprimem pessoas assexuais - e sim, o post será provavelmente tão denso quanto esperam. Ah, com AMTN eu quero dizer a-spec, m-spec, trans e não-binárie.

Já agora, estou inspirade para escrever. Ontem decidi começar a escrever mais uma fic, hoje acordei e escrevi uma mensagem enorme a um amigo da praxe sobre como acho que a praxe podia parar de propagar preconceitos e podia contribuir para a sociedade, e ainda estou a pensar em escrever mais coisas. Já agora, amanhã vou partir numa demanda para conseguir seguidores para o blog ^^ Vamos lá ver como corre. Enfim, cliquem no "mais" se tiverem coragem para ler isto tudo. Eu tinha muitas reclamações a fazer...

Porquê que a representatividade lgbt+ em Voltron desiludiu


Então... hoje não haverá recomendações do dia. Porque eu não tenho tempo para fazer dois posts, mas quero desabafar sobre este assunto. Mesmo ainda não tendo visto a sétima temporada de Voltron, já sei spoilers de praticamente tudo e, apesar de estar certa de que a temporada tem vários pontos fortes e que vou gostar dela como um todo, isso é completamente irrelevante para analisar a tão prometida - mas não inteiramente entregue - representatividade lgbt+. O post contém spoilers e sugiro que parem de ler a partir daqui se não viram até à sétima temporada, incluída. O post não irá dirigir qualquer forma de ódio à equipa por trás de um "anime" tão bom nem irá entrar em guerras de ships, mas sim considerar o enredo, o marketing, informações dadas em entrevistas e a forma como tudo isso contribuiu para dois conceitos problemáticos dos quais a comunidade lgbt+ já está cansada de explicar porquê que magoam: queerbaiting, e a trope Bury Your Gays. Também pretendo esclarecer dúvidas que tanta gente parece ter em relação à má representatividade de que Voltron está a ser acusado - por exemplo, confundindo as acusações de queerbaiting com as acusações da trope que mencionei.

Espaços para certos géneros - tipos e lembretes


Tenho a certeza de que vocês já ouviram falar de "women's spaces". Contudo, provavelmente já se perguntaram até que ponto pessoas de outros géneros os podem visitar, se são inclusivos de pessoas trans e se utilizam a palavra "mulher" como género feminino ou sexo feminino. A verdade é que imensa gente faz uma grande caldeirada, e esse termo pode significar coisas muito distintas dependendo de quem o usa. Por outras palavras, devia significar que era um espaço para mulheres cis e trans (e eventualmente pessoas não-binárias que também se conectam com o termo mulher), incluindo as experiências de pessoas de todos esses grupos, já que "mulher" é um género e portanto são mulheres pessoas que se identificam como tal. Maaaaas todo o tipo de espaços são válidos, e portanto irei, neste post, explicar porquê que todos os espaços voltados para pessoas de certos géneros e sexos se justificam e não roubam nada de ninguém - incluindo espaços para mulheres cis - e indicar que nomes deviam ser dados para cada tipo de espaço existente de modo a evitar confusões. Créditos principalmente a [este post], embora eu tenha coisa a acrescentar, e precisamente por isso é que decidi fazer este artigo.

Q&A lgbt+ - respondo a todas as vossas questões!


Então, sapinhos...

Como sabem, eu percebo um bom bocado sobre representatividade e justiça social, especialmente questões lgbt+. E embora eu faça frequentemente posts a esclarecer certas polémicas ou puramente educativos, eu notei que há muita gente por aí na blogosfera - quer escreva em blogs ou só leia - que tem umas quantas dúvidas. Dúvidas que eu sei responder, mas não o faço para não meter a colherada em cada conversa que vejo nos comentários de blogs e para não perder tempo a saltar de blog em blog. Também há quem tenha dúvidas que não pergunta por medo de ofender. Portanto, eu decidi fazer um post especial para responder a qualquer questão vossa sobre o assunto, prometendo dizer todos os detalhes relevantes e sem vos fazer sentir mal pelo que quer que perguntem. Cliquem em "ler mais" para saber melhor como é que isto funciona e ficarem a par de umas poucas regrinhas...

{resenha} Pantera negra


Como de costume, em vez de ao domingo postar na coluna diária "Recomendações do dia", faço um post especial. Desta vez, o que trago é a resenha do filme Pantera Negra, que já vi há imenso tempo mas ainda é o melhor filme da Marvel que eu vi, o melhor filme que vi desde que estreou no cinema, e provavelmente está no meu top 10 de filmes com pessoas reais favoritos. E como eu fui ver em grande parte para dar suporte à comunidade negra - afinal, quanto mais gente for ver filmes com minorias sociais, menos desculpas tem Hollywood para dizer que "minorias não vendem" - posso dizer que rebentou a escala das minhas expectativas.

Já agora, se alguém tiver caído aqui e recear que eu seja só mais uma pessoa branca a fazer uma análise superficial, fear not - eu sou de facto uma pessoa branca e certamente as minhas experiências influenciaram a maneira como eu vivi o filme, mas eu tenho o cuidado de me informar sobre a opinião das pessoas representadas em qualquer tipo de mídia e, neste caso, eu irei até recomendar aquelas de que mais gostei.

Novidades sobre mim


Ohayou, sapinhos! Achavam que tinham livrado de mim?

Finalmente dá para considerar que estou de férias (estarei mesmo? Descubram no próximo episódio clicando em ler mais!), e decidi regressar com um post de atualizações sobre mim, sobre a faculdade, sobre o que pretendo fazer nas férias e sobre o blog - menciono o futuro layout e posts que já estão quase a sair do forno. Mas aquilo que mais torna este post especial é tudo o que eu conto sobre a primeira marcha lgbt+ a que fui, precisamente ontem. É algo que fico feliz por ter experienciado e que tenciono repetir, e decidi partilhar todos os detalhes convosco ^^

Universal/Inclusive design é uma coisa fuderosa


Ohayou, sapinhos! Eu já estava para fazer este post há muito tempo, mas falar disso num trabalhinho (de uma disciplina inútil durante a maioria do semestre) da faculdade - não havia grande limitação de tema e eu sugeri este - motivou-me a finalmente acabar o rascunho, ainda para mais considerando que eu queria dar um exemplo concreto e a nossa apresentação tem tudo o que eu preciso ^^

Vim falar de inclusive design, uma coisa que eu conheci há provavelmente um pouco mais de um ano mas nunca tirei muitos dias para pesquisar sobre o assunto, embora tivesse noção de uns quantos exemplos que considerei geniais desde o começo. Inclusive design, maioritariamente conhecido como universal design, visa criar um ambiente que vai ao encontro das necessidades de toda a população, sendo acessível e conveniente para as pessoas independentemente da sua idade, tamanho ou corporalidade (por exemplo, se têm deficiências físicas ou não). Não se destina apenas a minorias sociais, mas a permitir a interação entre diferentes grupos de pessoas, contribuindo para a união da sociedade. Objetivos de destaque: reduzir a exclusão social e permitir a autonomia.  

Esclarecendo polémicas em torno de TRANSições físicas


Eu estava a pensar em como começar este post e decidi que vou querer fazer um desenho com uma mulher cis e uma mulher trans onde vou escrever: "different body, different experiences, same gender".

Yoo, sapinhos! Este post, para diferir do anterior, conta com mais info lgbt+, exclusivamente relativa a questões trans. Vou tentar esclarecer algumas questões que a sociedade considera polémicas e mostrar porque que duas visões distintas não implica necessariamente que uma delas não seja verdade. O tema principal são transições físicas, e tenciono responder a 3 dos argumentos mais usados para alguém se opor a transições.

Este post foi motivado por certas imagens em páginas de feminismo radical (mais particularmente TERF's), que parece ainda não ter compreendido que respeitar o género de mulheres trans não invalida o que elas passaram enquanto mulheres cis. Também parece ter dificuldade em alcançar a noção de que sentir disforia ou não atender estereótipos de género na infância não são requesitos para não ser cisgénero. Aliás, a wikipédia é uma ótima fonte no que toca a demonstrar as visões distintas do feminismo em relação a pessoas trans: [www].

J.K. Rowling já foi ultrapassada pelos fãs há milénios


Ohayou, sapinhos ^^ Tenho a certeza que repararam no novo layout, que realmente me deu muito gosto fazer - afinal, há tempos que não fazia layouts temáticos, e o tema deste e a personagem Phos de Houseki no kuni, que resenhei [aqui] e está no meu top de animes e mangás favoritos. Eu sei que não posto nada há séculos, e penso que o espaçamento entre postagens continuará a ser enorme por muitos mais meses - culpem a faculdade. Tenho imensos posts quase prontos nos rascunhos, mas nem  sempre tenho energia para os acabar, e estou a aproveitar esta semaninha de férias da faculdade para pôr algumas coisas em dia, daí o blog também não ter sido o meu foco. Sábado ou domingo vou tirar um tempo para comentar nos meus bloguinhos mais amados, então acreditem que não deixei de estimar ninguém :3

Este basicamente é um post bem pissed com as atitudes que a autora de Harry Potter tem denotado nos últimos anos. Caso eu esteja a parecer muito bruta, talvez seja melhor começarem pela segunda metade do post. Irei listar e comentar algumas das atitudes mais desrespeitosas que tenho visto da parte dela - e preparem-se, porque eu gosto de fazer posts completos - e comentar a ironia de Harry Potter ter sido dos livros mais responsáveis por adultos mente aberta.

[mega-resenha] Porquê que Houseki no kuni me venceu


Ohayou ^^ Como prometido é devido, trago a resenha de um dos animes que já entrou no meu top de favoritos, certamente para ficar. Trata o conceito de género de uma maneira que me agrada imenso e torna-se gradualmente mais maduro e denso psicologicamente. É um anime de 12 episódios realizado pelo estúdio orange que adpata o mangá de mesmo nome, fazendo uso de arte CG de uma maneira que impressionou toda a gente pela positiva. Aqui recomendações de outras pessoas: [www www www]