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O que é ter personagens femininas fortes?


Ohayou, minna!

Já estava para fazer este post há algum tempo. Foi adiado constantemente dada a complexidade do seu conteúdo, afinal, isto é fruto de horas de pesquisa e de opiniões confrontadas, e é difícil fazer um texto organizado mas que ao mesmo tempo transpareça todas as nuances da questão do título. Afinal, o que são personagens femininas fortes? Toda a gente parece ter um entendimento diferente, desde personagens com um nível de força e resistência física próximo do de homens - pelo menos no caso de superheróis, onde "poderes" são uma boa forma de contornar barreiras biológicas; personagens confiantes e "empoderadas", o que algumas pessoas imaginam como mulheres que exalam sexualidade e outras encaram como mulheres que não se apresentam de forma apelativa a homens-hétero; personagens que conciliam os ideias femininos como bondade com ideias masculinos como o da vitória e da força; personagens que fazem grandes sacrifícios e demonstram não força física, mas força mental admirável; ou simplesmente mulheres humanizadas e com um papel relevante na história apresentada.

Na verdade, este post não pretende fornecer uma definição do que é uma personagem feminina forte, pois eu não acredito que hajam mulheres mais fortes que outras - e isso não se aplica só a mulheres obviamente. "Mulheres fortes" não passa de uma buzzword, de um conceito que se tornou popular por parecer que é uma forma de respeitar mulheres mas, no fundo, que só serve para as comparar, avaliar e categorizar, e a nossa sociedade já faz julgamentos que chegue na vida real para ter de transpor isso para as questões da representatividade. O meu ponto é que não quero alimentar a narrativa de que há uma forma correta de representar mulheres pois, como qualquer grupo, esse é muito diversificado e é um erro achar que há modelos de personagens femininas capazes de espelhar um grupo inteiro. Assim, eu ofereço uma alternativa: ter mais mulheres. Representatividade não é uma questão de qualidade. Representatividade é uma questão de diversidade. E que melhor maneira há de captar diversidade a não ser através da representação de muitas pessoas distintas

Claro que o post não conseguirá cobrir o assunto por completo, mas preparem-se para um masterpost. E para um overview das críticas mais comuns. Updates sobre mim no fim do post...

União AMTN e discurso ace


Então... Para hoje eu decidi acabar um post que tinha de molho há mais de um ano. É sobre gate-keeping e discriminação de certas identidades lgbt+ pela própria comunidade lgbt+, com foco na exclusão de pessoas assexuais e arromânticas. Também trago curiosidades históricas e lembretes de leis que oprimem pessoas assexuais - e sim, o post será provavelmente tão denso quanto esperam. Ah, com AMTN eu quero dizer a-spec, m-spec, trans e não-binárie.

Já agora, estou inspirade para escrever. Ontem decidi começar a escrever mais uma fic, hoje acordei e escrevi uma mensagem enorme a um amigo da praxe sobre como acho que a praxe podia parar de propagar preconceitos e podia contribuir para a sociedade, e ainda estou a pensar em escrever mais coisas. Já agora, amanhã vou partir numa demanda para conseguir seguidores para o blog ^^ Vamos lá ver como corre. Enfim, cliquem no "mais" se tiverem coragem para ler isto tudo. Eu tinha muitas reclamações a fazer...

Espaços para certos géneros - tipos e lembretes


Tenho a certeza de que vocês já ouviram falar de "women's spaces". Contudo, provavelmente já se perguntaram até que ponto pessoas de outros géneros os podem visitar, se são inclusivos de pessoas trans e se utilizam a palavra "mulher" como género feminino ou sexo feminino. A verdade é que imensa gente faz uma grande caldeirada, e esse termo pode significar coisas muito distintas dependendo de quem o usa. Por outras palavras, devia significar que era um espaço para mulheres cis e trans (e eventualmente pessoas não-binárias que também se conectam com o termo mulher), incluindo as experiências de pessoas de todos esses grupos, já que "mulher" é um género e portanto são mulheres pessoas que se identificam como tal. Maaaaas todo o tipo de espaços são válidos, e portanto irei, neste post, explicar porquê que todos os espaços voltados para pessoas de certos géneros e sexos se justificam e não roubam nada de ninguém - incluindo espaços para mulheres cis - e indicar que nomes deviam ser dados para cada tipo de espaço existente de modo a evitar confusões. Créditos principalmente a [este post], embora eu tenha coisa a acrescentar, e precisamente por isso é que decidi fazer este artigo.

{resenha} Pantera negra


Como de costume, em vez de ao domingo postar na coluna diária "Recomendações do dia", faço um post especial. Desta vez, o que trago é a resenha do filme Pantera Negra, que já vi há imenso tempo mas ainda é o melhor filme da Marvel que eu vi, o melhor filme que vi desde que estreou no cinema, e provavelmente está no meu top 10 de filmes com pessoas reais favoritos. E como eu fui ver em grande parte para dar suporte à comunidade negra - afinal, quanto mais gente for ver filmes com minorias sociais, menos desculpas tem Hollywood para dizer que "minorias não vendem" - posso dizer que rebentou a escala das minhas expectativas.

Já agora, se alguém tiver caído aqui e recear que eu seja só mais uma pessoa branca a fazer uma análise superficial, fear not - eu sou de facto uma pessoa branca e certamente as minhas experiências influenciaram a maneira como eu vivi o filme, mas eu tenho o cuidado de me informar sobre a opinião das pessoas representadas em qualquer tipo de mídia e, neste caso, eu irei até recomendar aquelas de que mais gostei.

Zero waste: guia inclusivo


Prometido é devido, e aqui está o meu guia gigantesco zero waste (zero desperdício) inclusivo.

Se há alguma coisa que deve ficar clara aqui, é que as fábricas são as maiores responsáveis pela poluição do planeta, e o post não se destina a culpar indivíduos por não conseguirem salvar o planeta sozinhos nem por ficar frustrados com tentativas falhadas. Contudo, pretendo encorajar toda a gente a considerar o impacto que as suas ações podem ter, principalmente se toda a gente for gradualmente aderindo às políticas dos [5 R's]: Reduzir, Repensar, Reaproveitar, Reciclar e Recusar. Uma pessoa sozinha pode poupar até que chegue para todo o lixo que produz no ano caber num frasco, enquanto que em média uma pessoa em Portugal produz 460 quilos de lixo no mesmo espaço de tempo.Tal como muitos blogs zero waste afirmam, "Não é uma questão de atingir a perfeição; É uma questão de fazer escolhas melhores"

Mas... e quem não pode escolher? Nem toda a gente pode abdicar das palhinhas de plástico, como eu disse [aqui]. Nem todas as alternativas que os grandes blogs* zero waste sugerem funcionam para toda a gente. Para fazer este post, eu escolhi algumas questões relevantes para aderir a uma política zero waste e enumerei tantas alternativas quantas consegui encontrar, com o único objetivo de dar a conhecer um número mais vasto de opções e de incentivar as pessoas a adotar medidas dentro das suas possibilidades - não com o objetivo de policiar ou envergonhar as atitudes de ninguém. Salvo pessoas que estejam totalmente dependentes de outras, toda a gente pode controlar minimamente as suas ações, daí eu querer neste post sugerir coisas acessíveis que muita gente não sabe que pode fazer. Como a minha mãe diz: "Quem faz o que pode, a mais não é obrigado."

*diga-se de passagem que estes tendem a ser geridos por mulheres com tempo e dinheiro para mudar os utensílios que usam, correr montes de lojas à procura das melhores e fazer DIY de tudo e mais alguma coisa, desde comida a produtos de limpeza e higiene

A legalização da prostituição


Este é um debate muito delicado, para o qual eu não sei dizer qual é a solução. Pessoas de muitos círculos diferentes, vários dos quais feministas e liberais, são a favor da legalização, e de facto, este artigo não vai pôr em causa que pessoas que se prostituem devem ter direitos - obviamente devem. O que vai pôr em causa é o quanto cada modelo de regulamentação da prostituição dá resultado, e definir noções que normalmente ficam pouco claras neste tipo de debates. OBS: Embora a prostituição seja maioritariamente exercida por mulheres, eu irei utilizar [linguagem neutra], por um lado para incluir prostitutos, por outro, porque há a possibilidade de estudos que mencionam "prostitutas" e falam exclusivamente no feminino incluirem pessoas que não se identificam como mulheres, mas que foram postas no mesmo barco simplesmente por causa do seu sexo. Considerando que muitas pessoas trans se prostituem precisamente porque não arranjam emprego por ser trans - ou pelo menos, não arranjam um emprego que respeite o seu género e/ou a sua apresentação - parece-me insensível ignorar que sejam desrespeitadas também ao prostituir-se. Isto dito, não tenciono passar por cima de que são corpos entendidos como femininos que são o grande alvo - a percentagem é esmagadoramente maior [www, contém vários dados sobre prostituição] - , e de que a maioria das pessoas que tem interesse na prostituição são homens, particularmente homens cisgénero. 

Esclarecendo polémicas em torno de TRANSições físicas


Eu estava a pensar em como começar este post e decidi que vou querer fazer um desenho com uma mulher cis e uma mulher trans onde vou escrever: "different body, different experiences, same gender".

Yoo, sapinhos! Este post, para diferir do anterior, conta com mais info lgbt+, exclusivamente relativa a questões trans. Vou tentar esclarecer algumas questões que a sociedade considera polémicas e mostrar porque que duas visões distintas não implica necessariamente que uma delas não seja verdade. O tema principal são transições físicas, e tenciono responder a 3 dos argumentos mais usados para alguém se opor a transições.

Este post foi motivado por certas imagens em páginas de feminismo radical (mais particularmente TERF's), que parece ainda não ter compreendido que respeitar o género de mulheres trans não invalida o que elas passaram enquanto mulheres cis. Também parece ter dificuldade em alcançar a noção de que sentir disforia ou não atender estereótipos de género na infância não são requesitos para não ser cisgénero. Aliás, a wikipédia é uma ótima fonte no que toca a demonstrar as visões distintas do feminismo em relação a pessoas trans: [www].

Até que ponto uma identidade sem nome existe?


Ohayou ^^ Eu sei que prometi um post um pouco mais leve e que não se debruçasse sobre representatividade, mas só faz sentido postar aquilo que planifiquei quando tiver pronto um lay mais minimalista - que, aliás, me dará muito gosto fazer. Então, esta reflexão gigante é a resposta ao que eu mencionei no [post anterior], no excerto " Na verdade, eu vou fazer um post sobre isso no futuro, porque é um tema muiiito confuso, muito polémico, com TONELADAS de nuances e verdadeiramente importante para mim, mas spoiler sobre o que eu penso: deve-se privilegiar acima de tudo identidade."

Portanto, fica aviso: Se alguém caiu aqui à procura de info sobre lgbt+ e não sabe nem algumas definições básicas, não recomendaria este post. Tenho guias mais úteis neste tumblr: [www]. O post irá refletir sobre como as pessoas não reconhecem a existência de algo até esse algo ser nomeado, e relacionar isso com identidades lgbt+, deitando lenha na fogueira de duas discussões: 1) será que uma pessoa é X se não se identificar com esse X, mesmo encaixando na definição usual? 2) identidades lgbt+ serão algo determinado pela biologia ou pelo meio? 

Que fiquei claro que eu vou essencialmente reclamar da maneira como a maioria das pessoas encara ambas as questões a preto e branco e acha que provar que uma causa se verifica anula a influência de outras causas. Se procuram A VERDADE, não acho que isso exista. Não quando se está a falar de pessoas. Mas sinceramente, acho que este post se aproxima de uma generalização bastante provável, pelo menos, mais do que muitos artigos que falam destes temas com grandes certezas. Preparem-se para ficar com o cérebro derretido.

"Barrigas de aluguer" e todas as questões que a lei portuguesa levanta


Ohayou, minna! Antes de tudo, vou avisando que poderá vir a ser complicado postar, pois para além da faculdade, este mês estou ainda a participar no inktober e a seguir tudo à letra: é um projeto onde se faz um desenho todos os dias de outubro, sendo que todos os dias têm um tema e que esses temas mudam todos os anos. Este ano, a proposta oficial é [esta], e embora o terceiro dia já tenha sido complicado que chegue, estou a sentir-me orgulhosa do resultado e é algo que quero mesmo levar até ao fim. Até porque sentia falta de ser tão criativa como ando a ser...

O post de hoje começou a ser montado há já um mês, e é sobre algo que foi autorizado em Portugal há relativamente pouco tempo (julho deste ano): barrigas de aluguer. Como surgiu bastante oposição a isso, eu fui pesquisar e trago aqui as conclusões que tirei.

Jurassic Park é mais feminista do que eu pensava


Isto não é uma resenha nem nada que se pareça, aliás, este deve ser dos primeiros posts em milénios que se encaixa no propósito do blog: posts sem enrolação e sem falar da minha vida pessoal, curtinhos e centrados num assunto só. Eu e a minha irmã vimos mais ou menos recentemente os 3 primeiros filmes de Jurassic Park, e ficamos surpreendidas com a quantidade de valores feministas por parte de TODAS as personagens, não só mulheres sequer. Eu não vi o mais recente porque ouvi dizer que é uma treta - tanto pela trama quanto pelo feminismo - e a minha irmã confirmou. Sei que foi mais fácil ver os anteriores do que eu esperava - afinal, filmes antigos (o primeiro é de 1993) podem ter uma qualidade técnica bastante razoável. Mas pronto, eu vim só analisar o feminismo nos filmes:

Feminismo VS outros movimentos/conceitos associados


{Ajuda a ganhar seguidores? Só tenho 15 porque nunca divulguei este cantinho, não sei se devia ter deixado o FS...}
Ohayou, sapinhos! Antes de mais, fica aqui o aviso de que já fiz o [tutorial] para tornar layouts responsivos, juntamente com uma base editável.

Hoje trago apenas algumas definições, e o post será muito mais curto que o anterior - até porque sei que ainda quase ninguém teve tempo de o ler, muito menos de comentar. Talvez o tutorial acima vos motive a comentar mais? ;) Embora eu seja a ultima pessoa a poder queixar-me... Enfim, vim falar de obviamente feminismo, e de outros movimentos e conceitos associados como o humanismo, o egalitarian...

Nota importante: este post não tem o propósito de dizer qual movimento é melhor, apenas esclarecer sobre a definição, sobreposição e distinção entre movimentos - desde que a pessoa lute por justiça, o nome que dá a si própria é uma questão irrelevante. Contudo, pretendo sim explicar porquê que me considero uma feminista interseccional.

Problematizando a problematização


Toda a gente neste cantinho sabe que eu sou uma das pessoas mais problematizadoras da blogosfera, certo? Pelo menos eu sinto-me em parte responsável por ter ajudado a pegar moda essas análises sobre representatividade. Agora, o que eu acho que ninguém sabe, é que dá para problematizar a problematização em si, e cada vez mais eu o tenho feito, pois descobri que muita gente problematizadora faz uma bola de neve com os seus argumentos e acaba por considerar tudo proibido, sexualizado, romantizado... mesmo quando claramente isso não se verifica. Moral da história: problematizar é bom, mas também importa saber discernir limites. Para isso, eu irei falar de alguns dos tópicos mais comuns de representatividade (ships lgbt+, personagens femininas, poc e assuntos gerais), e fazer uma lista de críticas legítimas e ilegítimas, e dizer porquê. Irei inicializar tudo com um glossário, que basicamente contextualiza quem são as variantes de radfems e quais os seus argumentos comuns - mas quem quiser pode pular essa parte.

O post que me levou a começar a aprofundar este assunto foi [este bebé], pois basicamente mencionava várias das coisas que já ando a notar há alguns meses sobre como feministas Radicais tentam excluir e vilanizar toda a gente que não consideram aceitável, propagando isso através dos fandoms.

Rivalidade feminina


Então sapinhos... ESTOU DE FÉRIAS DA FACULDADE! 
Eu já tentei usar algum tempo para responder a comentários que achei particularmente relevantes, mas não funcionou muito bem porque... eu escrevia o comentário, enviava, e ele simplesmente não aparecia. Então eu estou a pensar em pelo menos despachar coisas relevantes dos comentários antigos num post, e começar a fazer isso relativamente a todos os futuros comentários: responder a coisas mais importantes através de postagens. Assim ninguém se sente negligenciado ^^ E para que conste, eu leio sempre o que vocês escrevem e ex-Hannah Yuki, bem vinda de volta à blogosfera ;) A sua faculdade nem sequer é assim tão longe da minha, é no porto na mesma, mas eu ando no ISEP.

Hoje vim falar sobre uma questão bastante esquecida, até mesmo em páginas feministas: rivalidade feminina. O que me motivou a escrever sobre isto foi um vídeo no [Canal das Bee], já não sei qual, que não só dizia coisas bem pertinentes sobre o assunto como me fez lembrar de várias coisas que provaram que, sim, rivalidade feminina existe e é preocupante. Cá vai:

Olimpíadas da opressão?


Oras... há quanto tempo, não é?

A faculdade tem sido, nas palavras de um amigo meu, "tortuosamente divertida": tenho estado mesmo muito ocupada mas adoro os trabalhos de grupo que fazemos simulando que estamos a trabalhar para uma empresa. Acontece que hoje o meu pc deu a louca e os programas congelam a cada linha de código que escrevo, então eu desisti - e como já estava na altura de ter um computador que aguentasse com programas pesados, amanhã vou ter o meu novo bebé! :3 Portanto hoje aproveito para procrastinar.

Volta e meia, ainda consigo absorver conhecimento sobre principalmente questões lgbt+, e o que eu venho comentar hoje acaba por ser um post introdutório a questões mais pesadas que eu já era para ter abordado (mas que são tão extensas que ainda nem tive coragem de terminar o post xd). Basicamente, vim falar um pouco sobre como a homofobia não é a única forma de lgbtfobia, e vim explicar de que modo os vários tipos se podem combinar ou ser manifestados até por pessoas lgbt+. Acima de tudo, vim apresentar uma espécie de hierarquia, mas deixo já o aviso de que não tenciono alimentar a narrativa de que certas formas de preconceito são piores que outras - aliás, até me oponho bastante a essa linha de pensamentos. 

O que me motivou a escrever o post foi [este] artigo. É realmente bom e mostra que a pessoa sabe do que está a falar, então recomendo a leitura para um entendimento mais profundo. O que eu vou fazer aqui será basicamente resumir alguns pontos importantes, mas comentar coisas que não considero que sejam tão absolutas quanto foram apresentadas. 

Recomendação de links e apresentações minhas


Este é aquele momento em que eu devia estar a trabalhar em coisas da faculdade, mas não tenho disposição. Estou a meio da minha semana de "férias", uma vez que esta é a semana de um evento para estudantes da faculdade chamado Queima das fitas - eu e muita gente não fomos a esse evento porque sinceramente ele só interessa a quem gosta da praxe e de ficar bêbado. Então eu aproveito para fazer um post relativamente mais simples, em que me limito a divulgar apresentações educativas sobre temas feministas que fiz, assim como uns links interessantes, tudo devidamente comentado.

Sobre aborto, ou "o post que eu não esperava fazer"


{acrescentado dia 11/5/17: achei um [infográfico] lindo que reforça tudo o que eu disse}

Oras, vou direta ao ponto: eu descobri que na blogosfera mesmo várias feministas e ativistas são contra o aborto ou não sabem bem o que pensar do assunto, então eu tomei a liberdade de vos informar um pouco e, se conseguir convencer-vos, melhor. Se não, espero que algum dia passem a partilhar desta opinião, afinal eu entendo que não posso obrigar ninguém a concordar comigo que é difícil formar opiniões de um momento para o outro, então só peço que leiam (sintam-se livres para discordar ou para fazer questões) pois este assunto é bem importante. 

Clarificando: Sou a favor do aborto, e no post irei explicitar o que isso é, quais as razões, e porquê que normalmente ser contra vem de uma posição de desinformação ou de noções erróneas pré-formadas (tudo devidamente justificado com estatísticas, estudos e factos).

Pérolas e problemas da Women's march


Ohayou, sapinhos ^^ Só para despachar isto e clamar o blog: Follow my blog with Bloglovin!

Eu anunciei no post anterior que ia fazer um artigo a criticar e elogiar determinados pontos da Women's march. Se vocês forem tão aluades como eu, ou não ouviram falar disso de todo, ou só ouviram falar depois do evento ter passado, MAS eu aproveitei isso para me informar sobre o assunto. O post irá focar no peso que o evento adquiriu devido à vitória de Trump - que literalmente ignorou que tanta gente tenha saído à rua contra ele e pouco depois da marcha estava a dedicar-se a criar leis anti-aborto, mas fazer o quê. Então pronto, termino a introdução dizendo que este post será [feminista], como tal, abordará vários dos pontos desse link amável aí, e vai também explicar melhor o que é e qual o contexto da women's march. Estará repleto de felicidade pelo grande número de pessoas que se reuniram no evento e pelo propósito do mesmo, mas terá parágrafos bem desanimados em decorrência da transfobia e do racismo denotados pelos participantes.

NOTA: A HINA-CLONE FEZ ANOS DIA 24! Se não deram os parabéns, ainda vão a tempo!!! Aqui o [blog dela]. 

Canais lgbt+ e de outras minorias


Ohayou, sapinhos! 

O post de hoje será (para variar) sobre lgbt+ e minorias, mais concretamente, consistindo na indicação de canais lgbt+. Irei dividir o post entre canais em português/brasileiro, inglês, e inglês, comentando por alto as indicações. Dedico isto a uma leitora geralmente anónima, Milly, cujo email que me mandou salvou o meu dia que tinha sido repleto de bifobia-passiva, perguntando se eu conhecia algum canal bom, então, em vez de enviar só alguns links por email... porque não fazer um post sobre isso? ;)

Já agora, terei umas 3 semanas de férias da faculdade. No fim do post tem uma listinha do que pretendo fazer.

E aqui uma nota para mim mesma: tenho de postar esta lista no tumblr e criar no Baka List uma lista com TODOS os canais lgbt+ que conheço e irei conhecer, e colocar o link aqui.

Transfobia do dia a dia


*le eu aqui sentindo que ando a falar demasiado sobre lgbt+*
Primeiro, quaisqueres outras novidades serão mencionadas no fim do post; Segundo, eu tenho lido os comentários e, gente, eu adoro-vos. A faculdade vai ficar mais leve durante um tempo a partir de hoje e tenciono até responder a todos os comments este fim de semana.

Então, eu fico mesmo contente por não me deixar desencorajar sempre que alguma saída do armário não corre tão bem como esperado, porque agora todo o meu grupo de amigos mais próximo da faculdade sabe que eu sou bi, e as duas últimas pessoas a quem eu contei tiveram uma reação breve mas que me fez feliz: uma pessoa fez-me rir tentando enganar-me (fazendo de conta que era homofóbica, mas de forma nada credível e com um just kidding logo a seguir, para não me assustar demais), a outra ofereceu apoio e disse que gostava que os seus amigos fossem honestos consigo. Então, lindo <3

Mas a verdade é que, se sair do armário em termos de sexualidade é difícil, em termos de género deve ser ainda pior. Venho só reclamar de uma piada transfóbica que ouvi hoje e que me incomodou um bocado.

Inclusividade pela União


Já vi tantas discussões sobre labels... A dizer que não são importantes, ou que são empoderadoras; a dizer que limitam, ou a dizer que libertam; a dizer que só servem para complicar, ou a dizer que são práticas e facilitam a vida; Já vi discussões com o objetivo de chegar à "verdadeira" definição de cada label, geralmente potenciadas por quem gosta de uma comunidade muito mais uniforme e, acima de tudo, por quem não se identifica com a label-alvo - raios, ainda esta semana fui arrastada para um "bi VS pan".

O quê que me leva a querer falar disto? Tentar chegar a tréguas, e a um consenso. Se quem está a ler isto não é LGBT+, devo dizer que o post será provavelmente desinteressante, confuso e caído do nada. Nesse caso, vou só resumir a conclusão que quero que toda a gente - LGBT+ ou não - retenha: esqueça as definições, mas não desmereça as labels. Não importa de que géneros a pessoa gosta ou não, se a atração é sexual ou romântica, ou com que género (e com qual intensidade) a pessoa se identifica: Nunca atribua a ninguém uma identidade que a pessoa não declarou ser a sua.