O que tenho acompanhado


Ohayou, leitores que ainda não desistiram deste blog!

Apesar do título, estou a postar isto porque não o fazer há tanto tempo me deixou de consciência pesada, e também porque eu gosto de partilhar várias experiências que tenho, conhecimentos que adquiro e recomendar coisas que preenchem o meu coração. Anyway, alguns dos assuntos pessoais relacionam-se com o facto de eu ter começado o trabalho, com amizades e com a forma como navegar em sociedade sendo uma pessoa não-binária tem o seu peso e é desgastante. Já as coisas que tenho acompanhado e outras recomendações são apenas uma forma de acrescentar conteúdo a este post, caso alguém realmente leia - afinal, pode ajudar a decidir se vale a pena dar uma oportunidade, ou dar a conhecer algo que não tem um fandom assim tãaaao grande. Em todo o caso, é um monte de pensamentos que eu quero expressar. Cliquem no título do post para ler mais!

"De-escalation" e coisas que ativistas devem saber


Ohayou, minna!

A frase "tem cuidado com o que desejas" costuma ser associada a coisas negativas, mas desta vez aconteceu-me algo bastante positivo: eu queria ter férias, e tive. Porquê? Porque a empresa onde eu vou trabalhar precisava de um documento que ainda não pude levantar, pois é levantado na minha faculdade e ela esteve este tempo fechada para férias. Então tenho estado em casa, a jogar Skyrim e adiantar outros pequenos objetivos. Não que eu possa chamar o novo "Draw this again" que estou a fazer de pequeno, mas still. 

Este post é o resultado de uma coisa que tenho andado a tentar recentemente, com sucesso variado: De-escalation. Consiste basicamente em acalmar uma situação ou discussão, e isso passa por me acalmar a mim. É difícil pois obriga a pessoa que inicia essa tática a aperceber-se do que se está a passar, por de parte o que está a sentir por muito válido que seja e tentar abordar as outras pessoas envolvidas de forma firma, mas pacífica, pouco ameaçadora e demonstrando estar disposta a ouvir e entender o que ela tem a dizer. De facto, isto é muito sobre saber ouvir e, caso seja seguro suficiente discordar, fazê-lo da forma mais agradável possível. E é engraçado porque eu sinto que fazia isto quase inconscientemente quando era criança mas, nos últimos anos, tenho visto coisas que me têm provocado tanta raiva, sensação de injustiça, e me magoam ou magoam outras pessoas, que a minha paciência encurtou drasticamente. Mas isso só resulta em que eu nunca consiga transmitir o meu ponto - porque as pessoas recusam-se a ouvir vozes exaltadas - e às vezes acabo por magoar pessoas que só me querem bem e arrependo-me disso. Então não só esta tática é muito importante para ativistas em geral, como pode ser útil no dia a dia, e decidi partilhar um bocado sobre o assunto. Começando por disclaimers extremamente importantes...

{Resenha} Shimanami Tasogare


Ohayou! Como prometido é devido, venho hoje trazer o segundo post desta semana ;) Além disso, ainda que com atraso, já respondi aos comentários dos últimos posts até porque a Hinata não me deixaria em paz se eu não o fizesse haha De novo, devo insistir que quem quiser saber novidades sobre mim - e eu gostava particularmente que ficassem a saber pormenores sobre eu [ter acabado a faculdade] e [ter feito uma operação aos olhos] - devem ler esses links, pelo menos a parte sobre a minha vida pessoal. 

Hoje trago uma resenha de Shimanami Tasogare. É um mangá que retrata de forma realista - isto é, sem drama exagerado nem um cenário idealista onde problemas não existem - as vivências de pessoas lgbt+, incluindo uma grande variedade de identidades. A história passa-se no Japão, e é apresentada da perspetiva de Tasuku, que se ia suicidar após ter sido arrancado do armário na escola, mas não o faz devido a um evento que o leva a encontrar uma comunidade.