Toda a gente neste cantinho sabe que eu sou uma das pessoas mais problematizadoras da blogosfera, certo? Pelo menos eu sinto-me em parte responsável por ter ajudado a pegar moda essas análises sobre representatividade. Agora, o que eu acho que ninguém sabe, é que dá para problematizar a problematização em si, e cada vez mais eu o tenho feito, pois descobri que muita gente problematizadora faz uma bola de neve com os seus argumentos e acaba por considerar tudo proibido, sexualizado, romantizado... mesmo quando claramente isso não se verifica. Moral da história: problematizar é bom, mas também importa saber discernir limites. Para isso, eu irei falar de alguns dos tópicos mais comuns de representatividade (ships lgbt+, personagens femininas, poc e assuntos gerais), e fazer uma lista de críticas legítimas e ilegítimas, e dizer porquê. Irei inicializar tudo com um glossário, que basicamente contextualiza quem são as variantes de radfems e quais os seus argumentos comuns - mas quem quiser pode pular essa parte.
O post que me levou a começar a aprofundar este assunto foi [este bebé], pois basicamente mencionava várias das coisas que já ando a notar há alguns meses sobre como feministas Radicais tentam excluir e vilanizar toda a gente que não consideram aceitável, propagando isso através dos fandoms.



