Ohayou, minna!
Como disse, estou a aproveitar este fim de férias para tratar do blog. Isso quer dizer que esta semana haverá mais um post para além deste, e amanhã vou tratar de responder a comentários e comentar alguns blogs. Pelo que parece houve quem tenha lido o meu mega-post - o tal que questiona o conceito de personagem feminina forte - mas pergunto-me se alguém sabe o que tenho feito da vida, que disse [aqui] e [aqui]. Afinal, o que é um blog sem falar da minha vida pessoal? E eu quero mesmo que vocês fiquem a saber que eu já acabei a faculdade e fiz uma operação aos olhos, com todos os detalhes que disse nesses posts >.<
Voltando ao assunto: A minha pessoa é viciada em ambientes de fantasia, especialmente tudo o que tiver dragões como habitantes, e fantasia medieval em geral. E recentemente voltei a jogar dois jogos em ambientes assim, Dragon Age: Inquisition, e Skyrim. Dois amores meus, de facto, e é provável que quantas mais vezes os revisite, mais me apaixone - até porque cada decisão diferente faz com que os eventos não decorram da mesma maneira que decorreram da vez anterior que joguei, e portanto é quase como se estivesse a experimentar um jogo diferente.
Dragon Age: Inquisition
- » A estética do jogo é digna do tumblr. Mesmo sem edição nem efeitos de luz maravilhosos como os céus de Skyrim ou os raios de sol de Witcher, a palete é linda, os cenários creepy têm pontos vibrantes e a composição da paisagem é belíssima [www]. Os rostos das personagens ainda são dos meus favoritos em jogos e, acima de tudo, as texturas são maravilhosas. Eu considero que a maioria dos jogos estraga s cenários por causa das texturas - aqui, eles ficam melhores graças a elas. São suaves (ao contrário do caos de Skyrim), não têm brilhos excessivos (como Witcher) e não chegam a parecer plasticina tipo Fallout 4 - embora cobvenhamos que só as texturas de Skyrim são realmente feias, pois as outras têm um estilo próprio. Além disso, todo o lore (info sobre perrsonagens, acontecimentos, entradas de livros e outras coisas arquivadas numa entrada do menu chamada Codex) são ilutsradas através de uma carta de tarot, e as pessoas adoram (e suam para copiar) o estilo delas [exemplo].
- » Todas as personagens são incríveis, flertar com elas (e até ser rejeitade por elas!) é fofo e não sei como é que há pessoas que não gostam de uma sequer. Mas o melhor de tudo é que elas têm imensas interações, e as várias personagens com quem decidirmos explorar as terrinhas têm diálogos entre si, adequados inclusivamente aos episódios e decisões mais recentes, aos romances entre membros da inquisition, e às suas personalidades e backgrounds. De facto, isso leva-me a 2 vídeos. Um deles é de funny moments, sendo que a maioria desses momentos provém de interações entre as personagens, e está dividido em [parte 1 | parte 2 | parte 3]. O outro é mesmo só um vídeo gigante com todas as trocas de diálogo de todas as combinações de membros da party possíveis [www], e que um dia ainda irei ver xD Vão reparar que há imenso flertar e piadas pervertidas pelo meio, caso alguma vez vejam/joguem isso.
- » Só recentemente é que descobri porquê que o "mundo" de Dragon Age se chama Thedas, e a razão faz-me achar que quem escolheu o nome é grande troll. Afinal, provém de The Dragon Age Setting. Ai, que pérola xD Seja como for, eu descobri isso num [post do Kotaku] que resume coisas dos jogos anteriores e tudo o que uma pessoa precisa de saber para jogar Inquisition. E embora eu ache que faço um bom trabalho na minha resenha que já recomendei, esse post segue uma sequência lógica e apresenta tudo com um cuidado que eu não tive. Sim, recomendo bastante.
- » Todos os fanarts são radiantes. Desde a quantidade de imitações do estilo das [cartas de tarot](todas as dessa pesquisa no google imagens, exceto as que eu risquei com vermelho em diagonal, são fanarts, e parecem oficiais), a artistas que viciam em personagens específicas como [esta | esta | esta], feito por [Nipuni], o que me espanta nos fanarts de Dragon Age é que quase todos têm um estilo de arte pseudo realista. Nada de anime ou algo abonecado - é raríssimo encontrar desenhos simplificados, nem em sketches. E, em grande parte, foram esses fanarts que me fizeram adotar um traço mais maduro nos meus desenhos, com que tenho simpatizado bastante.
- » A representatividade é tão maravilhosa que até faz pessoas deixarem de ser homofóbicas [www] - e afinal, parte do objetivo da representatividade é esse: ajudar a criar empatia. O outro é mesmo refletir pessoas de todos os tipos e permitir que existam na ficção, já que na realidade é difícil que chegue fazê-lo. Não é que seja perfeita, mas é das melhores que vi até agora, e não me refiro só a representatividade lgbt+. Até tem - e se não me engano, não referi isto na resenha - representatividade de pessoas com deficiência a partir de certo ponto, precisamente na personagem com que jogamos. Dá para considerar que, com o estado do braço da personagem, isso dura o jogo todo, mas eu diria que se concretiza na DLC "verdadeiro final do jogo", Trespasser - e portanto vou evitar dar spoilers.
Skyrim
- » Assim chego ao primeiro ponto: o fandom. Nunca vi fãs tão dedicados como os de Skyrim. Skyrim tem mecânicas tão simples, que precisamente por isso é o jogo perfeito para criar mods. E há DE TUDO! Mods para tornar o jogo mais sério, épico e elaborado (sem crianças imortais, com npcs mais inteligentes e onde tudo faça sentido), mods para [o deixar com uma arte estilo pixar], mods para aumentar o ridículo do jogo tipo mods para ter cavalos my little pony ou transformar as aranhas gigantes no homem-aranha, mods para tornar o jogo mais erótico, mods para melhorar os gráficos/texturas/aparência dps npcs/locais , mods para ter casas mais épicas e variadas [1 2 3], mods que acrescentam quests... e neste momento, não chegando chamar isso de mod, há grupos de pessoas que estão, sem ganhar dinheiro nenhum, a gastar o tempo delas a recriar e re-imaginar os jogos anteriores para a engine de skyrim, o que irá proporcionar a quem não jogou os outros jogos experienciá-los de uma forma muito mais interessante: apresento-vos [skywind (morrowind em skyrim)] e [skyblivion (oblivion em skyrim)]. Épico? Aterrador? Sim, e esses não são os únicos mods mais ambiciosos que muitos jogos por aí. Mas fiquemos por isso... Ah, e devo também dizer que a ps4 tem a possibilidade de adicionar alguns mods aprovados pelos produtores. E que eu tenho um [masterpost de mods] para quem quiser.
- » É engraçado porque os próprios produtores, mesmo tendo noção dos memes que o jogo rendeu, esforçaram-se por ter algo que descrevem como "epic reality", e nota-se. A maioria dos cenários, a dimensão do mundo e o quanto se pode progredir consegue ser de cortar a respiração. Há [muitas][grutas][e][cidades][belas][e][aterradoras], [mundos][paralelos], [civilizações][perdidas], [lugares][altos][e][baixos], [escadas][sem][fim], [noites][que][exalam][um][ambiente][de][fantasia], [e][magia][e][guildas][e][guerreiros][e][cultos][por][todo][o][lado]. Oh, [e][claro], [imensos][dragões]! Deu trabalho encontrar tantas imagens, mas espero que vos convençam. Eu sei, os gráficos - especialmente as texturas - são medonhas. Mas se tiverem como por mods, é uma história totalmente diferente.
- » Falando em memes, é engraçado como apesar de os jogadores se rirem destas coisas, podem trazer grandes complicações para quem está a jogar pela primeira vez. Por exemplo, matar galinhas faz com que uma cidade inteira vá atrás de nós e sejamos convictos de multas gigantescas, então o meme aí é que as galinhas sabem que são mais poderosas que nós [www]. Mas há memes sobre tudo, desde as coisas que os guardas dizem [www] a certos poderes/shouts/gritos [www]. Entendedores entenderão ;) A quantidade de gente que ignora quão somos poderosos a dado do ponto do jogo é revoltante, especialmente quando parte de crianças, e é possível arruinar quests da maneira mais espetacular de sempre, como transformar pessoas essenciais a essa quest em bolinhos (graças a um artefacto mágico) e comê-las. E o pior é que há quem faça isso sem querer, pois após guardá-las como bolo... bem, não há nada que distinta esse bolo dos outros que estiverem no inventário.
- » Conhecem a avozinha gamer? Shirley Curry começou a jogar coisas graças ao seu filho e agora tem um canal extremamente famoso - graças especialmente aos seus vídeos de Skyrim altamente roleplayed - e a plataforma dela serviu para fazer outras pessoas idosas deixar de ter vergonha por gostarem de jogos e sentirem-se representadas. Representatividade é mesmo uma coisa linda :3 Ela é tão famosa que até já foi a convenções e, como ela adorava jogar Elder Scrolls 6 - que está em produção, mas toda a gente receia que ela não vá viver até o jogo sair - os fãs criaram uma petição para a tornar uma personagem do jogo, e isso aconteceu mesmo! Ainda não sabemos que tipo de personagem será, mas podem ver todos os feitos dessa avozinha e mais sobre essa história [neste vídeo]. O mais espetacular é que ela será mesmo reconhecível, pois o jogo fará mapeamento do rosto e vai usar fotorealismo. Se não quiserem saber de nada que eu digo neste post, ao menos vejam esse vídeo, a sério.
- » Skyrim permite romancear e casar com personagens do mesmo género, tal como fallout 4 (que partilha imensa coisa com Skyrim). Contudo, nota-se mesmo que ter personagens playersexual - o nome dado quando a sexualidade das personagens não tem relevância para nada, e só foi colocada para agradar alguns jogadores e parecer algo progressivo - foi feito de modo a não incomodar quem não quer ver e não aprova relacionamentos do mesmo género, pois fora a possibilidade de a nossa personagem ter um, não há NADA nem NINGUÉM no jogo que indique que relações do mesmo género existem. Não há nenhum casal nem demonstração de afeto, nenhuma menção em livros, e os diálogos e maneira de viver das personagens apontam para uma sociedade heteronormativa. Até uma perk que permite seduuzir os oponentes só funciona com personagens do "género oposto". Então não diria grande coisa no que toca a representatividade. Não é que interesse muito nesse jogo, mas teria sido um complemento interessante e algo que espero ver em Elder Scrolls 6.
- » Ainda bem que eu agora sei jogar em condições e também tenho noção da asneira que pode acontecer em Skyrim. Agora já não corro o risco de não fazer hard saves antes de entrar em cavernas ou de os apagar/sobrepor quando acredito que estou em vias de concluir, já não mato galinhas, já não me meto com quem é muito mais forte que eu, sei a ordem pela qual faz mais sentido fazer as quests, sei como pesquisar sobre coisas que quero saber no jogo, sei qual a maneira mais eficaz de progredir, conheço as ploíticas por trás de cada faceta e isso ajuda a tomar decisões mais dignas da personagem que quero criar, etc... Da primeira vez que joguei? Foi uma desgraça total xD Mas ainda assim era divertido.









