Eu... queria começar com um tom animado, mas é kinda assustador como a faculdade me fez
desaparecer não só do meu cantinho, como da própria blogosfera. Nem os meus blogs favoritos tenho acompanhado, em parte porque sei que teria vontade de comentar mas não teria tempo. Também notei
hoje mesmo que surgiram, desapareceram e voltaram das cinzas um monte de blogs, o que me faz ficar anda mais desorientade quanto a por onde começar. E o pior? Só tenho até amanhã, pois tive de dar uma pausa às coisas da faculdade por
estar a recuperar de uma cirurgia aos olhos.
Muahaha, agucei a curiosidade? Bem, se alguém ainda lê o caixinha, sabe o que fazer para descobrir mais sobre o que tenho feito ;)
* pegando nas notas que escrevi de coisas a falar no post *
Ok, o post será dividido em 3 secções: Uma sobre a minha vidinha, outra sobre coisas que tenho acompanhado e, por fim, uma sobre a blogosfera. Cá vai:
{moodboard retirada de: [www]}
Episódios recentes no filme da minha vida
Como disse no post anterior, o último semestre do meu curso consiste em ter tanto aulas, como fazer estágio curricular, e por alguma razão a minha faculdade - tal como as faculdades do Porto em geral, que acham que são especiais em relação ao resto do país - decidiu que, apesar de estarmos tecnicamente a trabalhar sem receber, mereciamos ser castigados conciliando isso com os maiores trabalhos que fizemos até agora... apesar de mal termos aulas e de termos muito menos tempo que nos outros semestres. E é daqueles trabalhos em que tens de trabalhar para tentar ter um 20 se quiseres ter 10, porque se trabalhares para um 10, é quase certo que reprovas. Então isso deve explicar o meu desaparecimento. O meu curso é uma aventura todos os dias ^^ Já o estágio propriamente dito está a ir bem e é agradável trabalhar numa empresa, embora fosse mais fácil relaxar se a faculdade não tivesse roubado tempo que seria para as tarefas propriamente ditas.
Estou a pensar em não fazer mestrado imediatamente. Como acabo o curso este ano e estou exauste, queria parar os estudos por uns tempos e limitar-me a trabalhar, que é muito mais fácil que fazer faculdade (na minha área, isto é). Além do mais, pessoas que tiram mestrado em engenharia informática dizem que, em Portugal, não compensa muito. O curso é suficiente para arranjar emprego, e o mestrado tende a não subir o ordenado. Além disso, tenho planos de ir trabalhar para a Holanda talvez daqui por um ano, e receio que tirar mestrado aqui não fosse ter o devido reconhecimento internacional, fora que me impediria de ir tão cedo. Em todo o caso, não perco nada em tirar um ano para pensar, trabalhar, ganhar experiência, construir um portfólio, tirar um diploma de inglês e ter algum tempo para as minhas coisas: ativismos, artes e self-care, que também é importante. Se calhar até vou começar a aprender holandês.
Falando em cursos: a minha irmã, depois de ter pensado em ir para... vejamos... medicina, veterinária, bióloga, fazer próteses (isso tem um nome qualquer)... decidiu que queria ir para o meu curso. E eu estou completamente radiante, assim como os meus amigos. Por um lado, porque podemos ensinar-lhe coisas antes de ela entrar no curso, evitando que ela caia de cabeça como nós. Por outro, é possível que ela vá ter trabalhos quase iguais aos nossos, portanto podemos passar-lhe todo o material de estudo/trabalho que temos, e tirar-lhe duvidas. Podemos apresentar-lhe a faculdade e a área em redor, o que vai ajudá-la a ambientar-se. E o melhor de tudo é que ela tem o perfil ideal para entrar no curso - melhor que o meu, em vários aspetos. Ela adora mexer em coisas e tem um hacker interno, basicamente xD Enquanto que eu gosto da componente criativa e de desenvolvimento da engenharia informática, ela gosta da investigação e de matar a cabeça a perceber porquê que algo não funciona: ainda no outro dia conseguiu desbloquear um telemóvel depois de horas a pesquisar, e está a aprender como intalar linux no pc sozinha, coisa que eu só sei porque tive gente a explicar-me, não por perder horas a pesquisar. Sei que toda a gente aprova a decisão.
Os meus anos já passaram, e a páscoa também. Pois até nos meus anos eu tinha mais que fazer >.< Agradeço a quem me deu os parabéns e presentinhos, e peço desculpa por não ter dado plaquinhas a ninguém este ano. Eu adoro dar, e até me sinto mal por receber sem dar nada de volta :/ O pior é que nem me lembrei de aniversário nenhum, de tal maneira a minha cabeça está focada noutras coisas. On the other hand, um dos meus melhores amigos e amigo de longa data finalmente decidiu dar-me um presente (eu tenho-lhe dado todos os anos, para que conste, incluindo este), e conseguiu compensar bem: deu-me um guarda-chuva arco-íris!
Finalmente as minhas gatas foram todas castradas. Não o fizemos antes porque, bem, castrar 6 gatas fica caro. Castramos duas no mesmo dia, e elas tinham tanto frio depois de chegarem a casa que até lutavam pelo meu colo, tadinhas. Já no dia seguinte, uma delas - a gata mais recente e novinha que temos - já parecia um diabozinho e só queria trepar a tudo, nem sei como é que a ferida fechou em condições. O mais engraçado é que essas duas gatas não se adoravam propriamente mas, depois de serem castradas, passarm a brincar e dormir sempre juntas, de certa forma a mais velha até "adotou" a mais nova :3
Algures em fevereiro eu fiz uma visitinha à minha antiga escola - uma das - para recriar o Clube do Japão, um clube que praticamente só existia no dia de GFA (um dia em que as escolas se visitam entre si) enquanto eu lá andava. E contamos com imensa coisa interessante: jogos, animes que podiam ser vistos na sala, explicações sobre a cultura japonesa e otaku, bolo de matcha que a minha mãe fez, conversas interessantes e exposições (de desenhos, figuras, mangás, revistas relacionadas e algumas outras coisas), e decorei as paredes com UMA TONELADA de flores de sakura impressas e coladas. O melhor de tudo é que se encontravam pessoas que ficavam sinceramente encantadas pelo clube, e duas miúdas ficaram tão inspiradas que decidiram voltar a criá-loe, e eu já as ajudei por duas vezes a fazer um brainstorming, a apresentar a proposta e a fazer uma parceria com outros clubes. Então acho que isso vai para a frente ^^ É quando faço esse tipo de coisa que constato que, apesar da minha natureza tendenciosamente introvertida (cada vez mais), eu sou feliz quando faço coisas que inspiram e motivam as outras pessoas, por partilhar aquilo de que percebo e gosto e contribuir para enriquecer a vida de outras pessoas. Até porque a troca é mutua. Essa é uma das razões pelas quais mais gosto de ter um blog: mesmo que só fosse lido por uma pessoa, eu ficaria feliz por poder partilhar coisas com essa pessoa. E é esse tipo de sentimento que me faz ter completa certeza de que não, nunca vou abandonar a blogosfera. Algumas pessoas talvez pensem que eu sou mais autêntique quanto estou com elas - refiro-me a amigos mais próximos - e revelo até pensamentos íntimos sobre as coisas negras que me passam pela cabeça. Mas eu discordo de que eu seja uma mancha negra e negativa. Considero-me muito mais uma pessoa positiva, feliz e com inspiração e entusiasmo para dar a vender, que uma pessoa que desabafa e fica revoltada com as coisas. A própria revolta inspira-me. Então se alguém me conhece verdadeiramente, são vocês, querides sapinhos <3
E agora aquilo que devem querer saber: eu fiz uma operação aos olhos para deixar de usar óculos, esta mesma quinta-feira. Tive confirmação de que podia fazer no sábado passado (pois a visão estabilizou e tinha espessura de córnea suficiente), fiz esta quinta e, precisamente ontem, já confirmei que a recuperação está a ir bem e que tenho 150% de visão, vendo ainda melhor do que via com óculos! Eu tinha miopia e uma percentagem de outra coisa qualquer, e com isto curei os dois problemas.
- Fiz femto lasik - uma versão melhorada de lasik, onde não há cortes e os riscos e tempo de recuperação são ainda mais reduzidos. A operação foi bastante custosa para mim, por 2 razões: sou muito sensível nos olhos e as coisas aplicadas para os manter abertos e fazer a cirurgia pareciam estar a esmagar-me o olho, e embora não fosse uma dor muito aguda, era dor na mesma; a outra é que os meus olhos são mais pequenos que a média e, quando o procedimento estava a chegar ao fim, os meus olhos não estavam suficientemente imóveis para o laser fazer o seu trabalho com a precisão de que devia, e tinha de voltar ao início, demorando imenso tempo porque fiz 3 tentativas em cada olho. Mas operei num hospital privado - não sei se sabem o que é a ADSE, mas digamos que é uma regalia que funcionários públicos como o meu pai e os seus dependentes têm que permite ter acesso a serviços de saúde privados por um preço muito mais barato, pois a ADSE cobre a maioria dos custos - e a boa disposição dos médicos e a quantidade de anestesia que se dispuseram a gastar comigo tornou tudo muito mais tolerável.
- Estou agora a recuperar, e este é o primeiro dia em que estu a usar pc/telemóvel/televisão - ecrãs em geral. É engraçado como a recuperação não custa mesmo nada apesar de eu ter os olhos literalmente metade vermelhos. A metade superior da parte branca do olho está mesmo de um vermelho bem escuro e sólido, e o médico diz que isto ainda vai descer mais. Mas não dói, não afeta a visão e eu tenho colocado tantas gotas que nem a comichão habitual que tenho nos olhos - provocada pelas minhas alergias e por eu ter olhos secos - me está a afetar. Será que é por ter os olhos tão pisados que até estão insensíveis? ;) A única coisa chata da recuperação foi não ter podido usar ecrãs nos primeiros dias - realmente quando se tem tempo nunca se pode aproveitá-lo como queremos - e ter de dormir com uns protetores nos olhos e de barriga para cima.
- Eu queria mesmo deixar de usar óculos, e mesmo com a dificuldade da operação, fá-lo-ia todos os anos se fosse preciso, de tanto que compensa. Acho que isso dá a entender que as minhas motivações são mais do que puramente estéticas. É que, como tenho alergias e olhos secos, eu estava sempre com os olhos irritados, e tinha de levantar os olhos para os conseguir coçar/limpar, passando praticamente mais tempo sem óculos do que com. Tudo o que as pessoas conseguiam fazer, eu demorava o triplo do tempo que elas demoram, por estar constantemente a tirar os óculos, tratar dos olhos, e voltar a por os óculos, que entretanto tinham ficado sujos e tinha de limpar. E a minha dioptria era forte o suficiente para eu não ver mesmo nada sem óculos. Antes da operação, comecei a escrever nas minhas morning pages uma lista de coisas que conseguiria fazer, digamos assim, como gente normal, e sem dar or ela escrevi quase 3 páginas. Então para mim isto foi mesmo life-changing. Curar os problemas que eu tinha nos olhos era literalmente o primeiro dos meus 3 maiores desejos, e foi realizado no espaço de uma semana. Ainda estou a tentar processar que já está resolvido >.<
Mini-resenhas + tenho acompanhado
Vou falar de Dragon Prince, de She-ra, de Avengers: Endgame e de Wheel of Time. Todas estas coisas são capazes de ter spoilers, mas não spoilers explícitos ou capazes de ser entendidos, são spoilers do género "uh, pessoas morrem. alguém é lgbt+. há uma personagem que só foi criada pelo pai". Então creio que poderão ler à vontade. Só a de Endgame é que não podem, pois eu quero comentar tantas cenas específicas que não valia o trabalho de esconder quase tudo o que quero dizer.
Dragon Prince
Antes de tudo, eu não sei se vi alguma versão melhorada da primeira temporada ou não, mas não achei a
animação e o número de frames tão maus como toda a gente disse que seria - nem como eu próprie recordava do trailer. Em todo o caso, a da segunda temporada está ainda melhor e dá para ver sem problemas, e a arte (e design lindíssimo das personagens) é bonita o suficiente para compensar, de novo ainda mais refinada na segunda temporada. Acho que os únicos aspetos técnicos que me incomodam são a raridade com que a direção decide aproveitar a vantagem de usar animação 3D para obter perspetivas interessantes, e o
pacing da primeira temporada, que não me permitia empatizar o suficiente com as personagens no começo. Embora esse sempre tenha sido um problema dos produtores de avatar, que querem contar muita coisa para o pouco tempo que têm.
Mesmo assim, a história está a ser belíssima e concordo com quase tudo o que é dito [
neste vídeo]: a história trabalha
temas mesmo muito maduros para as crianças - mesmo entre aventuras definitivamente voltadas para um público menor há conversas profundas - e adequados aos dias de hoje. Fala de coisas como ser diferente, aceitar a morte dos pais, liberdade que adultos não têm, arrependimento por decisões importantes, a dificuldade de criar um sistema justo independentemente das circunstâncias do nascimento de alguém, respeitar as diferenças e não fazer julgamentos precipitados, as mentiras da história... e isto tudo pelo meio de cenários de fantasia com IMENSA
representatividade. Temos um rei negro (e um monte de habitantes não são brancos, mesmo entre os elfos há uma grande variedade não só de raças élficas como de tons de pele de cada espécie, o que eu nunca tinha visto antes), uma tia guerreira surda, uma rainha criança que é filha de duas rainhas que eram casadas e se sacrificaram pelo seu povo... e essas coisas nunca são tratadas como estranhas. Por outro lado, racismo e preconceito são termos abordados na mesma, só que aqui isto é bem feito - não é como o racismo típico da fantasia, entre diferentes espécies que só têm membros brancos. Mas não quero elaborar o problema disso aqui. Uma última nota: adoro o sistema de magia.
She-ra
O reboot de She-ra saiu do tumblr, a sério xD Eu consigo compreender que fãs de She-ra original não compreendam porquê que foi feito um reboot se pouco para além do conceito é aproveitado do original, e que possa ser chato ver tanta coisa mudada mas, sinceramente, eu amo reboots e a maioria das críticas não tem pés nem cabeça: queixar-se da falta de peito das personagens (que são crianças, num desenho voltado para crianças), da aparência de crianças (mesma coisa, ainda por cima no desenho original também eram novas, se há algum problema é o facto de She-ra original ter dado uma aparência tão adulta e sexy), entre outras coisas... enfim, há pessoas que se incomodam mesmo com representatividade feminina. Eu adoro os designs, e adoro o episódio em que brincam com versões alternativas dos mesmos, incluindo com o de She-ra original precisamente.
Mas o que realmente parece saído do tumblr é a vibe "gay" que o desenho transmite: seja pelo número de arco-íris, pelas crushes e pelos casais lgbt+ apresentados (ainda não são muitos, mas a segunda temporada conta com o melhor casal mlm - men who love men - que alguma vez vi na vida, onde os dois têm personalidades distintas, são felizes, têm momentos que nos fazem rir com eles mas não rir deles, têm filhos que suportam, e que aceitam o que pode ser interpretado como um "coming out" do filho de maneira que me faz traçar demasiados paralelos com a realidade para poder escrever todos aqui). Quem disse que a primeira temporada teve [queerbaiting] estava a exagerar, mas agora é que não pode mesmo dizer isso. Outra coisa que achei interessante foi a própria premissa, pois a Adora, a protagonista, é uma princesa (tem poderes mágicos e tal) que foi raptada e criada com uma mentalidade anti-princesa, e ao aprender que as princesas são boas e juntar-se a elas, isso mostra que para algo ser feminista e respeitar as mulheres não tem de demonstrar ódio nem rejeição por elementos tradicionalmente associados a feminilidade.
Wheel of Time
Eu creio que já falei da minha relação de amor à distância por essa coleção de livros, mas vamos recapitular: é uma coleção de 14 livros que foi finalizada por Brandon Sanderson, um autor extremamente famoso escolhido pelo autor original, Robert Jordan, quando este soube que ia morrer de uma doença. Cada volume é gigantesco, fazendo justiça à fama dos livros de fantasia, e neste caso, temos um universo dos mais ricos alguma vez escritos, onde reinam estereótipos da luta do bem contra o mal e acerca de homens e mulheres, mas abordados ou subvertidos de maneiras interessantes. Temos personagens variadíssimas e uma quantidade assustadora de culturas. Temos não só de conhecer a realidade dos protagonistas e das personagens do tempo corrente da história, como a realidade dos sonhos, das vidas passadas dos protagonistas e da Era das Lendas. Temos magia, criaturas fantásticas e tudo o que afantasia pode oferecer. Temos personagens que evoluem radicalmente (mau era se não evoluíssem em 14 livros), e mesmo as mais horrorosas conseguem ser cativantes à sua maneira. Temos relações complexas e variadas entre as personagens, de todos os géneros. E temos uma série a caminho, tendo esta sido a obra escolhida para substituir Game of Thrones, o que por si só mostra que a aposta na adaptação é alta e que os livros foram escolhidos pelo potencial que têm. O mais engraçado é que o ambiente e enredo destes livros é completamente distinto do de Game of Thrones.
Eu li os 4 primeiros volumes quando tinha 11 anos. Queria ter lido o resto da coleção, e fiquei arrasade quando descobri que as editoras portuguesas tinham abandonado a tradução. Fiz várias tentativas de leitura: tentei em inglês, em espanhol... mas em espanhol, estava a custar-me recuperar o ritmo, e o meu inglês não se tornou bom o suficiente para ler livros deste tipo até anos mais tarde, quando já não tinha tempo para os ler. Eu já quase tinha desistido dessa série... até este ano. Quase só leio nos transportes, mas finalmente já consegui despachar os 3 primeiros volumes, que com pena minha tive de relembrar se queria perceber a história a partir do 5º. Mas estou finalmente a conseguir ler isto, estou a vencer a batalha que luto há anos!... e agora imaginem a minha frustração ao descobrir que no preciso ano em que consigo conciliar a minha compreensão de inglês com tempo disponível para ler, as editoras portuguesas decidiram traduzir os livros. AAAAAAARRRRGHHHH! Eu quase ficaria feliz pelos leitores portugueses terem a possibilidade de conhecer esta coleção épica - quase! - se não fosse pelas fucking editoras de Portugal só estarem a traduzir porque sabem que a série vai fazer chover dinheiro. Isso é que é ser interesseiro...! Ok, não me quero revoltar mais, próxima mini-resenha.
Avengers: Endgame
Antes de tudo, quero dizer que estou a comentar o filme como ume
poser: eu não vi todos os filmes da Marvel passados antes de Endgame - só alguns - e embora saiba um mínimo sobre todos os heróis, mesmo aqueles cujos filmes não vi, não é suficiente para me fazer sentir o mesmo que alguém que acompanha as suas narrativas com cuidado sentiu ao ver o filme. Ainda assim, achei um
fim de ciclo verdadeiramente bem conseguido, satisfatório e que faz com que se honre e lamente tudo o que foi perdido. Não só isso, a quantidade de coisas realizadas com o intuíto de agradar a maioria dos fãs rendeu todo o tipo de reações, dos risos ao choro, passando pela nostalgia (embora eu pessoalmente não tenha derramado uma lágrima, mas isso é porquê eu sou meio calhau). E motivou-me a tornar-me fã em condições >.<
Vamos aos highlights.
Isto é uma mina de spoilers, pisem com cuidado:
- A maioria das mortes ocorrida desde o filme anterior foi bem escolhida: Loki, Vision, a Gamora de uma das linhas temporais, a Viúva Negra e o Homem de Ferro, se não quisermos interpretar mais aposentorias como mortes (tipo a do América). A maneira como a maioria dessas mortes se deu foi bem executada - a minha favorita foi a do Homem de Ferro - mas diria que outras deixaram a desejar: A do Loki foi tão cedo, no filme anterior, que toda a gente achou que ele estava a fingir novamente, e portanto não teve o impacto que devia ter tido, quando o sacrifício dele foi um ato tão incrível na evolução da personagem; Já a cena que preconizou a morte da Natasha (Viúva Negra), e as interações dela com o Clinton, foram mesmo épicas, PORRA, não dava mesmo para saber quem preferiamos que se matasse no lugar do outro, mas sinto que isso tudo foi desperdiçado pelo tratamento após a morte dela - a pose demasiado suave em que ela foi apresentada morte, a falta que ela fez naquela cena com as mulheres da Marvel, e o número reduzido de pessoas que pareceu querer saber dela no funeral do Tony também me pareceu relegá-la para um papel demasiado insignificante.
- As cenas de humor foram fabulosas, porque era um humor resultante do quão fodidas estavam as personagens. Ou seja, fazia rir, mas não nos deslocava do contexto do filme. O Thor tinha-se tornado um daqueles gamers bêbados, agressivos, sedentários e com péssima personalidade; O Hulk fundiu as suas duas versões, o que embora tenha tido um resultado adorável de ver, resultou de várias crises; O Steves estava a dizer a toda a gente para seguir em frente, enquanto que ele próprio não se sentia capaz de o fazer; A Natasha estava uma mess, mas tinha-se responsabilizado pelo bem estar do planeta; O Clinton perdeu toda a família e estava a assassinar pessoas, completamente diferente de quem era; O Tony Stark teve uma filha e parecia o mais feliz de todos, mas embora tivesse mais coisas que o prendiam ao presente, esse presente reforçava aquilo que ele tinha perdido, a própria filha lembrando-o de como vira o Peter (Homem-aranha) como um filho seu. Tudo isso afetava as próprias interações entre as personagens, as respostas secas e as cenas piegas - era um humor quase negro.
- Tenho de falar do Steves: antes de tudo, adorei as piadas - não negras - sobre o rabo do América, um meme dos fãs xD A cena em que ele lutou com o seu eu passado parecia saída de uma fanfic. As interações dele com o Homem de Ferro foram lindas, especialmente aquelas em que o Tonylhe devolveu o escudo e quando viajaram para o tempo do Steves. Além disso, o facto de ele ter escolhido envelhecer no seu tempo após ter ido devolver as pedras, juntamente com o amor da vida dele, paa retornar ao presente em velho e confiar o escudo e cargo de América ao Sam foi mesmo interessante. Contudo, há duas coisas que me descontentam nessa cena final: a despedida do Bucky, super pobre (mais valia ele ter ido para o passado com o Steves, afinal são ambos de lá e ele teria envelhecido com o melhor amigo), e as poucas cenas que ele teve com o Sam que demonstrassem o valor que ele tem para o Steves ao ponto de justificar a sua decisão.
- No fundo no fundo, eu até gostei da cena em que as mulheres da Marvel se reunem na batalha final para ajudar a capitã Marvel a levar a luva com as pedras ao seu destino - aliás, de certa forma foi épico ver tanta mulherada no mesmo ecrã. Por outro lado, é um bocadito forçado que as mulheres se tenham unido só por causa da capitã, como se ela fosse um íman de mulheres - em relação a uma cena de batalha em que só tinhamos 3 mulheres a apoiar-se no filme anterior, esta não foi nada natural. Mas, para bem e para mal, a cena serviu para destacar dois grandes problemas com a representatividade feminina na televisão: mulheres guerreiras/heroínas, mesmo quando são muitas a existir num mesmo universo, são apresentadas por entre um monte de síndromes de smurfette, daí o choque e ar forçado ao vê-las juntas e a apoiar-se no mesmo frame; por outro lado, seria perfeitamente banal ver até uns 12 homens juntos sem nenhuma mulher, ou só com uma mulher - creio que até neste filme houve várias, em todo o caso é comum - enquanto que a mesma coisa com mulheres é encarado como mulher a mais.
Reino da blogosfera
Confesso que não posso prometer postar para breve. Adorava, tenho imenso conteúdo relativamente adiantado nos rascunhos, mas mesmo concluir esses posts leva tempo que não creio poder dispensar agora que estou na reta final.
Temas em rascunhos que provavelmente abordarei primeiro: o que são personagens femininas fortes; Voltron como um todo; questões lgbt+ polémicas; mostrar coisas que possivelmente concluirei para breve como o meu sketchbook, o meu bullet journal, construções minhas nos sims + dicas + compliçaõa de desafios + compilação de mods; pensamentos sobre body positivity;
Eu vou ter mesmo de atualizar o meu blogroll, com os novos blogs que conheço. Acho que vou acabar com o conceito de afiliados, já que o tempo para lhes dar atenção é pouco, e simplesmente vou listar blogs que já não existem mas quero honrar, que existem mas conheço pouco, e que existem e sou próxime de quem os escreve.
Um último comentário à parte que não tem nada a ver com nada, apenas me lembrei de repente: não sei porquê que Pole Dancing é tão
desvalorizado enquanto dança e desporto. E se alguém aí acha que se justifica, espero que [
este vídeo arrepiante] vos faça mudar de ideias. Oh, eu não consigo optar entre aesthetics (sai-me naturalmente paletes com rosas e azuis, mas o próprio tema pode variar muito), então desta vez levaram com uma aesthetic do tumblr. Acho que é isso :)