Dicas que facilitam a vida


Ohayou! Sim, eu desisti da coluna diária à segunda semana porque achei que seria mais produtivo adiantar os posts que tenho nos rascunhos. Antes de avançar para o assunto do post, viram que o Google+ vai deixar de existir? Caso não saibam, isso terá imensas repercursões no blogger - os comentários irão desaparecer, o botão de seguidores vai à vida (ou seja, xau seguidores) e potencialmente os vossos blogs irão desaparecer se os tiverem associados à conta do google. O que eu fiz para garantir que essa última parte não aconteceria foi reverter para a conta blogger, indo a Settings>User settings> Blogger [imagem exemplificativa]. 

O post de hoje reúne uma série de dicas - mais concretamente, mentalidade e atitudes - que facilitam bastante a vida quando adquiridas. Eu tenho andado a ver uma série de canais com temáticas como zero waste, healthy lifestyle, ser vegan, organização, destralhar a casa, bullet journaling/estudo/planeamento... Portanto inevitavelmente fiquei com um MONTE de hábitos novos, que já implementei ou estou a tentar dominar. E decidi que os poderia partilhar convosco. Os vídeos que mais serviram de inspiração foram estes: [1 2 3 4 5 6 7 8 9 10]. Eu sei que nem todes vocês têm interesse por isto, mas mesmo assim tenho a certeza de que conseguirão encontrar alguma sugestão que melhorará um pouco o vosso dia a dia. É verdade que para pessoas com problemas como fatiga crónica ou algum obstáculo mental isto não fará milagres, e que os vídeos que serviram de inspiração foram feitos por pessoas perfeitamente neurotípicas e able-bodied, mas mesmo assim pode ser que tenham alguma utilidade. 

Mentalidades e atitudes que podem adotar
  • Não ter medo de ser a "pior" pessoa
Eu que o diga, pois uma parte de mim detesta ser viste como a pessoa mais incompetente num grupo - algo que desenvolvi após anos a ser "a menina" favorita dos professores e com a pressão para ter boas notas de modo a entrar em medicina, um objetivo que tinha na altura. Na faculdade, o facto de os professores não quererem saber nem julgarem as pessoas pelas notas fez-me sentir muito mais leve, mas para além do stresse diminuir, há outros benefícios em nos libertarmos do receio de sermos as piores pessoas, ou de estarmos entre as piores: Faz-nos perceber que, se somos os piores, podemos aprender com toda a gente que nos rodeia. Só somos os piores porque estamos rodeados de pessoas espetaculares, e TODAS elas podem ter alguma contribuição na nossa vida. Isso por si desafia-nos a continuar sempre a progredir. Compararmo-nos com os outros não tem problema, se servir de inspiração e motivação - mas se for para nos sentirmos inferiorizados porque não conseguimos deixar de estar cientes de que estamos atrás de tanta gente, mais vale abdicar disso e compararmo-nos apenas com quem eramos antes, para nos apercebermos do nosso progresso. Dica: Para nos lembrar das nossas conquistas, podemos anotá-las. 

  • Admitir quando não se sabe algo
Talvez por causa do ambiente escolar, ou por causa das discussões em redes sociais - esse último tem um nome que é mencionado num dos vídeos, mas já me esqueci xD - toda a gente se comporta como se tivesse resposta para tudo. A questão é que a sociedade faz pressão para que toda a gente saiba alguma coisa, tenha uma opinião formada sobre assuntos com os quais se calhar nunca antes nos deparamos na vida... E as pessoas acabam por opinar "com certezas" sobre assuntos que desconhecem, só para parecer que sabem alguma coisa, e isso leva a muita merda: a entrar em discussões (por vezes tóxicas) sobre assuntos que se calhar nem nos interessam porque ofendemos alguém, a parecer ainda mais ignorantes do que se nos tivessemos mantidos calados, e a dizer coisas das quais nos arrependemos quando mais tarde começamos a aprender sobre o tema. Não é que errar ou mudar de opinião tenha algum problema - o problema é quando isso acontece sem termos vontade de tentar, porque nos sentimos obrigados a dizer alguma coisa, como se não saber fosse motivo de vergonha.

  • Impôr limites de tempo a tudo
Quando nós nos decidimos a fazer certas tarefas, não ter um limite temporal para as realizar - mesmo a nível diário - fará com que estasse arrastem mais do que o necessário. *nota que o trabalho está bem encaminhado* *procrastina durante vários minutos, perdendo a vontade de retomar o trabalho e decidindo continuar só no dia seguinte* Quando nos obrigamos a acabar algo dentro de um dado intervalo de tempo ou, diariamente, a trabalharmos em algo só durante um número específico de horas, isso obriga-nos a fazer esse número de horas render ao máximo. E embora qualidade fique um bocado limitada pelo tempo disponível, não dá para melhorar a qualidade de algo que nem sequer está feito. Eu gosto de fazer horários precisamente por causa disto - assim, sei que nos dias em que trabalhar em dada tarefa só posso trabalhar durante certas horas, sei exatamente em que dias darei continuidade à tarefa, e sei em que dia tem de ficar concluída. Isso obriga-me a aproveitar cada segundo e a não me distrair.


  • Aprender os erros a evitar, não as boas práticas 
Ok, é claro que também importa aprender as boas práticas - aprender a maneira correta de fazer algo é importante, seja como cozinhar, como pintar com aguarela, como aplicar padrões de design de software... apliquem ao que quiserem ;) Mas mais importante do que aprender a forma correta de fazer algo, é aprender os erros a evitar. Até porque faz muito mais sentido aprender os "Do"s quando eles respondem a um "Don't". É muito mais fácil compreender porquê que algo deve ser feito, quando sabemos que eles se destinam a solucionar um problema. Para além disso, há sempre várias formas de fazer algo, enquanto que o número de erros a evitar tende a ser mais reduzido, daí ser mais fácil de entrar na cabeça. Sei que para mim é muito mais eficaz aprender que erros devo evitar, até porque isso me deixa imediatamente mais cuidadose e me obriga a saber o quê que acontece quando esses erros são cometidos.

  • Encarar a vida como um jogo
Antigamente não era assim mas, hoje em dia, perder ou morrer num jogo não tem qualquer problema nem nos obriga a retomá-lo do início, pois aparece um menuzinho com alguma variação de "try again" e voltamos ao ponto em que tinhamos perdido. Até nos próprios jogos, o facto de se retomar as coisas do ponto falhado levou a progressos significativos, pois agora os jogos podem ser maiores e mais complexos, sem que seja impossível explorar cada vez mais. A vida real deve ser encarada de forma semelhante - falhar não é um problema nem rouba nada ao nosso progresso, apenas temos de continuar a tentar (se calhar de formas diferentes) até conseguir ultrapassar o obstáculo.

  • Deixar de pedir desculpa em excesso
Ter a capacidade de reconhecer os próprios erros e pedir desculpa é uma qualidade - quem ninguém entenda o contrário! MAS há duas formas de pedir desculpa que eu se calhar evitaria: uma delas é pedir desculpa só por cortesia e, a outra, pedir desculpa mas não corrigir os erros. A primeira é muito comum especialmente em mulheres ou pessoas afab que receberam uma educação que as coloca numa posição de humildade extrema - conheço gente que nem sequer errou mas só por estar a ser confrontada com alguém numa posição "superior" à sua (às vezes os próprios maridos ou namorados), pensam que estes devem ter razão e elas devem ter mesmo errado, então pedem desculpa em vez de explicarem a sua perspetiva. A segunda também é frequente, e creio que toda a gente já encontrou pessoas que pedem desculpa por algo mas estão frequentemente a repetir o erro, o que torna a desculpa vazia. O tempo que essas pessoas gastam a pedir desculpa seria melhor aplicado a fazer algo que realmente solucionasse o problema. 

  • Saber dizer que não
Felizmente este é um mal de que eu nunca sofri, pois sempre tive noção do quão ocupade estou e sei quando me é impossível acrescentar tarefas novas. Mas há pessoas que não sabem recusar qualquer favor que lhes é pedido, e acabam por ter de cancelar compromissos à última da hora porque por muito boas intenções que tivessem, acabou mesmo por ser impossível realizar tudo. Ou então, se conseguiram, acabaram completamente esgotadas. O quê que é pior? Recusar logo um favor, ou aceitar tudo e depois deixar as outras pessoas ficarem mal à última da hora? E isto não se aplica só a trabalho. Ir a um evento que não nos interessa, seguir uma certa tendência de que não gostamos particularmente, ser simpático com alguém, aceitar um pedido de amizade numa rede social... Saber recusar tudo aquilo que não queremos na nossa vida é uma coisa importante, e de certa forma corresponde à parte não material de um estilo de vida minimalista, caso se interessem por esses princípios.

  • Afastar pessoas tóxicas
O quê que entendo por pessoas tóxicas? Entendo por "pessoas que nos fazem mal", independentemente das intenções e até mesmo do facto de nos conhecerem. O modelo mais típico de pessoa tóxica seria um amigo abusivo, que nos tenta manipular, inferiorizar e se calhar denota violência. Mas um modelo oposto que pode ser igualmente considerado tóxico seria o de uma pessoa popular numa rede social, que nem sequer sabe quem somos, e que está constantemente a postar sobre o quão espetacular é a sua vida, mostrando uma fachada que nos começa a corroer de inveja - essa pessoa pode não estar a fazer nada de mal nem ter intenção de nos atingir, nós é que estamos a fazer mal em segui-la se nos provoca esse tipo de sentimentos. Ou seja, essa pessoa não é realmente tóxica, mas é tóxica para nós. E tudo o que nos puxa para baixo não deve ter lugar na nossa vida.

  • Brain dump de pensamentos distratores
"Brain dump" significa literalmente "despejar o cérebro", ou seja, tirar da cabeça todos os pensamentos e ideias que temos - apontando-os num papel. Isso é EXTREMAMENTE útil para conseguir ter paz e silêncio mental, e sempre foi um algo que ocasionamente fazia, mas agora que estou consciente da sua utilidade, tenho usado regularmente e acho que faz milagres. Ao desenhar, ao estudar, ao escrever, ao tentar concentrar-me no que quer que seja - algumas pessoas fazem isto a meio de sessões de meditação! - é comum começarmos a ter ideias ou pensamentos sem qualquer relação com o que estamos a fazer, que nos impedem de focar na tarefa em mãos. Então em vez de perder tempo a dedicar atenção a esses pensamentos, ou concentrarmo-nos em mantê-los fora da cabeça - o que é quase tão cansativo como deixá-los lá estar - mais vale gastar alguns minutos a passar esses pensamentos para papel, telemóvel... enfim, o que quisermos. O ponto é: ao escrever, estamos a esvaziar a mente e eles vão parar de nos incomodar. 


  • Repartir tarefas em subtarefas EXTREMAMENTE simples
Toda a gente sabe que uma tarefa demasiado complexa pode ser atacada sendo subdividida em subtarefas. Mas mesmo ter subtarefas às vezes não basta para nos motivar a começar a trabalhar, ajudando apenas a saber o que temos de fazer. Por onde começar essas subtarefas, se elas próprias são complexas, ou desinteressantes, ou há outras coisas que preferíamos estar a fazer? Se as conseguirmos partir em coisas extremamente simples, estabelecendo idealmente um plano sequencial, isso sim ajuda. Por exemplo, qual é a primeira coisa de que precisaríamos para escrever um relatório? É abrir o editor de texto. Qualquer pessoa consegue fazer isso e não custa nada. E a seguir? Criar a capa do relatório (ou se acharem que devem partir isso ainda mais, podem dividir em  colocar o título, subtítulo, autores, etc...), e depois definir as secções, e depois talvez planear o que escrever nessas secções, enfim... São coisas tão básicas que, depois de se fazer a primeira, não há qualquer razão para não fazer a seguinte, e quando damos por ela, o ritmo de trabalho já se tornou tão satisfatório que não vale a pena parar.

  • Substituir maus hábitos por bons hábitos
Eu tornei-me vegetariane aos 5 ou 6 anos, portanto não é que tenha tido grande escolha, mas os meus pais fizeram com que eu me adaptasse da maneira correta: eu não me tornei vegetariane cortando à carne, mas substituindo-a por pratos vegetarianos, comendo tófu, soja, leguminosas, hamburgers vegetarianos... sinceramente, tudo o que dá para fazer com carne pode ser feito de forma vegetariana, então eu nunca senti falta de nada. E acho que essa analogia se aplica bem na ideia que quero transmitir: se uma pessoa quiser largar um certo hábito, a melhor maneira de o fazer é  substituindo-o por um que quer adotar. Claro, chamar-lhes bons ou maus é discutível, pois cada pessoa sabe o quê que quer para si e um mau hábito de alguém pode já ser um progresso para uma pessoa que tenha tido um hábito ainda pior. Então entendam esses nomes como "hábitos que querem largar" e "hábitos que querem adotar" - só disse isso para o título ficar mais curto ;)

  • Saber distribuir prioridades
Não me vou delongar muito porque o título fala por si: ao fazer o layout de um blog, é mais importante estar a adicionar efeitos hover num botão depois de passar imenso tempo a embelezá-lo, ou é mais importante definir o fundo, cabeçalho e esquema de cores, que são as coisas que mais saltam à vista? Exemplo tosco, eu sei, mas mesmo para uma dada tarefa, há coisas mais importantes que outras - nomeadamente as que dizem respeito a funcionalidades principais ou que são necessárias para implementar outras, ou fazer algo que serve para sustentar tudo o resto. Já entre tarefas diferentes, não havendo tempo para fazer tudo, é preciso saber priorizar o que é tanto urgente - ou seja, tem uma data limite curta - como importante - ou seja, que tem mais impacto.

  • Ter listas para situações regulares ou de emergência
Ou seja, listas de que nos podemos servir constantemente para evitar ter de pensar muito ao fazer certas ações. Por exemplo:
» Listas para arrumação: indicam o que deve ser arrumado/limpo em cada divisão, a ordem e/ou a frequência com que isso deve ser feito. Há várias maneiras de organizar, alguns exemplos: [www | www | www]
» Levar sempre ao sair de casa: coisas que se tem de ter sempre na bolsa, seja dinheiro, telemóvel, um bloco de notas e algo para escrever, itens de beleza ou higiene, chaves, algum papel importante, cartões...
» O que levar em caso de fuga: Ok, eu sei que isto parece assustador mas pode fazer imensa diferença caso haja, sei lá, um incêndio em casa e é preciso levar certas coisas que não vêm à cabeça no meio do pânico. Eu manteria uma lista dessas em VÁRIOS lugares facilmente acessíveis.
» Verificar antes de sair de casa: Isto é mais para aquelas pessoas esquecidas ou distraídas, mas pode ser útil para toda a gente como segurança extra. Conteria coisas como verificar se o fogão está desligado, ver se os animais de estimação têm água...
» Contactos/dados importantes: Contactos para o caso de ficarmos sem telemóvel, e dados que podem ser úteis caso se fique ferido ou inconsciente em algum acidente que nos impeça de os comunicar, como doenças, alergias, tipo sanguínio, alguma forma de identificação...
» Lista de comprar: Sim, a lista óbvia. Uma dica espetacular que vi que até pode ser usada em família ou casas partilhadas - pelo menos, se toda a gente souber usar aplicações - é ter uma aplicação que permite partilhar listas com várias pessoas (sugestão pessoal: [trello]) e que tem todas as coisas que convém ter sempre em casa. Sempre que alguma delas acabar, a pessoa que reparar nisso primeiro vai à lista e desmarca a checkbox do item correspondente. Assim, a próxima pessoa que for às compras já sabe que isso está em falta, não havendo necessidade de fazer uma lista nova de cada vez que se vai às compras.
» Rotina: Grande parte das pessoas junta as tarefas da rotina com o restante to-do do dia, mas podem ter uma lista à parte com aquilo que devem fazer todos os dias. Até podem separar entre rotina da manhã, da tarde, antes de dormir... organizem como quiserem.


  • Ter listas com objetivos
De novo, título auto-explicativo, mas isto pode ser aplicado de várias maneiras. A maioria das pessoas tem objetivos da vida e objetivos do ano atual apontados... mas definir um número limitado de coisas que quermos concluir na semana atual, e no próprio dia, também é muito útil pois orienta-nos de forma a saber o quê que é prioritário no momento. As pessoas que fazem essas duas útlimas listas normalmente aderem à regra 1-3-5: 1 tarefa grande e complexa, 3 intermédias e 5 simples [www]

  • Contar de 5 até 0 para nos obrigarmos a fazer algo
É daqueles truques psicológicos que cada vez mais gente conhece. Há um vídeo [famoso] a explicar como é que isso funciona e já mudou a vida de algumas pessoas, caso queiram mais explicações mas, basicamente, contar em reverso cria uma certa sensação de urgência que nos obriga a mexer para realizar algo.

  • Saber a hora em que se é mais produtivo e delegar piores tarefas para lá
Há early birds, night howls e uma outra categoria qualquer xD Basicamente, algumas pessoas atingem o seu pico de manhã *eu*, outras à tarde, e outras à noite. Determinar qual é o nosso faz uma grande diferença, pois a partir do momento em que o sabemos, podemos delegar as tarefas mais complexas para essa altura. De manhã é a hora em que eu faço quase tudo o que é produtivo e exige concentração, à tarde prefiro coisas mais relacionadas com criatividade ou dou continuidade ao que fiz de manhã, e à noite quanto muito assisto ou aprendo coisas, mas não produtzo nada nem faço algo que exija grande concentração.

  • Aproveitar todos os intervalos
Desde as pausas intencionais entre trabalho às idas à casa de banho - sem exagero, há pessoas que aprendem a falar língua só de a estudarem enquanto estão na casa de banho xD Mas mesmo que não se chegue a esse extremo, dá para aproveitar refeições em que se está a comer sem companhia - eu decididamente faço isso ao pequeno-almoço, pelo menos - viagens, esperas em filas... e essas pausas não têm de ser aproveitadas só para adquirir informação ou para estudar - um intervalo entre o trabalho ou o estudo pode ser, em casa, aproveitado para se fazer ginástica ou arrumar o caos à nossa volta.

  • Dominar estas 3 pérolas de arrumação para evitar que o nosso lar seja engolido pelo caos
As 3 regras são: dedicar 5 minutos diários a arrumar a casa; ao ver algo desarrumado que podemos pôr no lugar na hora, fazer isso em vez de adiar; ao nos dirigirmos para uma divisão, se estiver alguma coisa na divisão atual que pertença ao local para onde vamos, levá-la connosco e arrumar ao chegar lá. Simples, gasta pouco tempo e poupa imensas horas a navegar tralha que ficaria acumulada.

  • Um estilo de vida minimamente saudável 
Por um lado porque o corpo é uma máquina que se estraga facilmente, e por outro porque o estado deste afeta a nossa produtividade. Não acho que aparência deva entrar na equação, mas sinceramente se alguém quiser emagrecer ou deixar de ter cara de zombie, espero que alcancem esse objetivo. O mínimo seria melhorar a alimentação em relação ao estado atual (não é preciso cortar nada, às vezes basta reduzir), beber água (cerca de 8 copos por dia), dormir 8 horas (ou, se não for possível, concluir um ciclo circadiano com apps) e exercitar o corpo. Há quase um ano, eu fiz um post sobre como estava integrar hábitos saudáveis no meu dia a dia, e podem ver bastantes sugestões [aqui] - incluindo dicas para quem está sempre com pressa, como eu.

  • Aprender coisas novas constantemente
O cérebro está constantemente em desenvolvimento, mas fazer por ativamente aprender coisas novas com frequência melhora as suas capacidades. Pode ser algo puramente teórico, ou algo com aplicações mais práticas - sendo que esse segundo se relacionaria melhor com o tópico seguinte. Em todo o caso, há aplicações especificamente desenhadas para quem quer fazer desafios mentais, normalmente desafios de lógica ou jogos que exigem grande concentração, o que não faz com que uma pessoa aprende matéria, mas afina as nossas capacidades mentais na mesma.

  • Ter uma atividade de expressão e aplicação dos conhecimentos
Muita gente limita-se a absorver conhecimento, sem o aplicar a nada nem se expressar. Ter uma atividade criativa ou que permita exercer uma pequena parte que seja do que já aprendemos não só faz com que se sinta que o tempo gasto a aprender foi bem investido, como permite consolidar essas habilidades, extravazar pensamentos... depende um bocado da natureza do hobbie.

  • Escrever morning pages
Aqui está algo que eu não faço de todo, embora eu goste de escrever no meu bullet journal de manhã. Muita gente diz que sentiu uma melhoria enorme quando começou a escrever algumas páginas mal acorda, mesmo quando algumas vezes só escreviam "quem me dera não estar a fazer isto, preferia estar a dormir". Não há uma regra específica do que escrever, embora se sugira que se escrevam 3 páginas: O objetivo é apenas não pegar logo em telemóveis (isso deve ser escrito em papel) e transcrever aquilo que temos na cabeça quando acordamos e ainda temos os pensamentos enevoados com sonhos e tudo isso. Não é assim tão diferente de ter um diário, mas toda a gente [relata] uma certa magia em escrever algo mal se acorda.

  • Perceber que pensar coisas negativas não as torna verdade
Pensar que alguma caraterística própria é um defeito não faz com que o seja, pensar que toda a gente vai reparar num erro nosso não muda o facto de um erro ser imperceptível ou de ninguém querer saber, ter medo de algo - de falhar, de desiludir alguém, de perder a cabeça, de ficar sozinhe... - não irá concretizar esse medo. Ter pensamentos negativos não é, portanto, um problema - embora as morning pages que mencionei em cima possam ser uma boa solução para os evitar - o problema é deixar que eles nos consumam.


  • Afastar as tentações 
Longe da vista, longe do coração >.< Ou: longe demais para alcançar sentade, longe do coração. O que isso quer dizer é que, quando queremos evitar fazer ou usar alguma coisa, criar distância ajuda bastante. Por exemplo, dá para esconder algum doce atrás de sobremesas/lanches que consideramos mais saudáveis, ter um livro ao nosso lado e o telemóvel longe para nos obrigarmos a ler quando queremos passar o tempo... Não exatamente na mesma linha, mas criar distância entre, por exemplo, a cama e o despertador é uma boa maneira de nos motivar a evantar imediatamente ;)

  • Acordar cedo
Acordar cedo no sentido de acordar com antecedência suficiente para não stressar mal acordamos - não interessa se os vossos horários implicam que acordem de manhã ou de tarde. Agora, para quem acorda de manhã e, por exemplo, vai sair de casa às 7, acordar às 5 da manhã é uma ótima ideia. Ao fazer isso, dá para completar logo algumas etapas da rotina matinal e não ter de comer, vestir e preparar tudo o que for preciso à pressa.

  • Preparar o dia seguinte na noite anterior
Eu acho que faço isto desde que nasci xD Para evitar stressar no dia seguinte - e sim, este tópico emparelha com o anterior, mas é válido especialmente mesmo para quem não quer acordar mais cedo do que o extremamente necessário. Então todas as tarefas que seriam feitas ao acordar mas podem ser feitas à mão, passam para a noite do dia anterior. Isso pode incluir preparar a bolsa com tudo o que deve ser levado, escolher o que vestir, preparar comida para levar, planear as tarefas para o dia seguinte... | Não propriamente relacionado, uma vez vi uma pessoa sugerir que, para poupar tempo a escolher roupas, podemos fotografar conjuntos que gostamos de ver juntos e depois é uma questão de escolher a partir daí. Pronto, nunca mais se gasta tempo a decidir!

  • Começar o dia com a tarefa mais fácil e curta possível
Razão? Ao fazer algo assim tão simples mal se acorde, especialmente se tivermos uma to-do list de onde possamos riscar a tarefa, começamos o dia logo a sentir que já conquistamos alguma coisa. Idealmente é algo que demora 5 minutos ou menos.

  • Conhecer as pessoas que permeiam o dia a dia
Desde vizinhos a pessoas que encontramos nos espaços que frequentamos, como as pessoas nos supermercados, empregades, colegas de trabalho/escola, pessoas que passeiam o cão na mesma altura e lugar que nós... Se for possível saber o nome delas, melhor, mas mais importante que isso seria conhecer as suas personalidades e dar-lhes um certo reconhecimento. É das coisas que mais tenho dificuldade a fazer, tho. 

  • Ao mudar um comportamento, mudar a identidade
Ok, deixem-me explicar xD Como é óbvio não estou a falar de identidades sociais como as lgbt+, pois essas não são controláveis, emora mesmo nesses casos a label ou palavra que alguém aplica a si tenha uma certa influência na forma como alguém se percepciona. Mas estou a falar de habilidades. Por exemplo, eu gosto de desenhar, mas pensar em mim como uma pessoa que gosta de desenhar ou pensar em mim como artista faz uma diferença enorme na maneira como encaro essa minha habilidade -  é a diferença entre relegá-la para um hobbie ou tratá-la de forma mais profissional. Uma pessoa pode pensar que gosta de correr, ou pode pensar em si como atleta. A sério, se alguém se considerar atleta e isso não faz com que queira fazer justiça ao título, eu não sei o que fazer para motivar alguém assim :p

  • Contactar alguem com quem falamos pouco pelo menos uma vez por semana
Dica simples e rápida. Há sempre pessoas que apareceram na nossa vida e pelas quais até sentimos apreço mas, por uma questão de tempo e de desencontros, acabamos por não/deixar de falar muito com elas. Uma vez por semana é perfeitamente possível mandar alguma mensagem a uma dessas pessoas - não tem de ser a mesma todas as semanas, e pode ser até alguém da família, não interessa - para mostrar que ainda queremos saber delas e não deixar o laço morrer.

  • Saber quando parar para cuidarmos de nós
Todos os tópicos acima podem ser encarados como uma forma de cuidar de nós e da nossa vida, mas não engloba propriamente o que a maioria das pessoas entende por self-care. Eu fiz um post há bastante tempo - que tenciono completar um dia - com dicas mais dirigidas a este último assunto, imprescindíveis, pelo menos, quando alguém atinge o limite do cansaço, mas podem e devem ser feitas com alguma regularidade. Creio que tenho sugestões para todos os gostos, [aqui] ^^



Já agora, vocês sabem que eu gosto de me manter a par de certas discussões, mas é difícil fazê-lo em redes sociais onde uma pessoa contra-argumenta algo, as outras não vêm essa resposta, então é meio ano a scrollar para encontrar alguma novidade no meio de comentários quase todos iguais - e, como se não bastasse, mais de metade é ignorante ou tóxico, provindo de pessoas que acham que estão a acrescentar algo à discussão quando o "argumento" desinformado delas é destruído na primeira pesquisa do tio google. Acontece que encontrei um site muito bom para me manter a par dos argumentos mais conhecidos a favor e contra qualquer assunto, apresentados de forma completamente impessoal e que portanto me permitem lê-los sem me sentir mal ou exauste. O site chama-se [kialo], e recomendo para quem quer que tenha interesse em ficar com uma ideia geral sobre todo o tipo de assuntos.

Outras novidades ou recomendações:
  • Estou finalmente a ver a quinta temporada de Natsume Yuujinchou, embora eu já tenha lido as partes que esta cobre no mangá. Mas a arte do anime é milhentas vezes melhor :3
  • Baixei uma app chamada [Brilliant] que tem cursos de coisas relacionadas com ciência e matemática, e embora seja pago a partir de certo nível em cada curso, dá sempre para fazer os níveis introdutórios, e eu tenciono fazer os de todos os cursos >.< Só porque achei piada aos desafios. Além disso, há problemas diários que são gratuítos e, mesmo com o limite e apesar de eu não conseguir solucionar tudo, a introdução teórica deles com aplicação imediata faz com que todos os conceitos sejam absorvidos na hora. Está a interessar-me muito mais do que eu esperava, e acho que vou começar a baixar mais apps de quebra-cabeças
  • Pergunto-me se vocês sabem que eu tinha um blog sobre o Ciclo da Herança, [Entranhas de Alagaesia], há uns anos. Desde que os livros acabaram e deixaram de haver grandes notícias, acabei por abandonar, mas eis que agora surge um extra e FOI LANÇADO MUITO MAIS DEPRESSA DO QUE EU ESPERAVA! Foi uma surpresa enorme quando o vi numa loja e convenci o meu pai a dar-mo para compensar por não ter dado nenhuma prenda de natal. Quase me motivou a voltar a deixar o bloguinho ativo... mas não tenho tempo, meh.
  • A minha pessoa passou aos exames todos e em alguns teve notas ainda mais altas do que esperava - crei que já disse isso, mas agora é que sei mesmo as notas todas - e vou começar o estágio daqui por uma semana. Vou fazer estágio com um grupo de amigos, acho que vai ser fixe ^^ Por outro lado, amanhã é dia de aprender python.
  • Notícia que me deixou feliz: O Canadá substituiu a sua roda alimentar por uma vegetariana, que diz logo as medidas que se podem colocar no prato: dois quartos de legumes e frutas, um quarto de proteínas, e um quarto de hidratos e grãos. Podem ver a imagem atual [aqui] e confirmar no [site oficial].
Bem, jaa!

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4 comentários:

Hinata Chan disse...

YOOOOOOO ANY O/

Ok, aquele momento em que eu percebo que tô completamente ferrada na vida, pois eu NÃO faço absolutamente NADA dessa lista GIGANTE.... Ok, para não dizer nada, eu deixo o despertador longe da cama justamente para me levantar de uma vez... Ah, e eu também deixo tudo arrumado na noite anterior para não dar correria pela manhã, porque eu acho um saco fazer tudo correndo (ainda mais eu que sou preguiçosa).

Tá ok, talvez no primeiro item eu também cumpra alguma coisa, confesso que até que sou uma das boas alunas do meu curso, mas tem gente muito mais inteligente e com muito mais prática do que eu (tinha uma guria que era minha coleguinha de laboratório que é incrível, ela manja de tudo e resolve qualquer problema), porém ao invés de me sentir mal por não conseguir fazer as coisas como ela, me sentia super motivada ao ver ela, tipo tentava pelo menos colocar um esforço semelhante ao dela nas coisas que eu fazia. Sem mencionar que ela é super gente boa e me ensinou e ajudou um monte no laboratório!

É, talvez no item 2 eu também até que me saia bem... Na verdade, eu geralmente digo que não sei mesmo das coisas, até mesmo sobre os assuntos da faculdade eu digo que sei o básico, mas que é sempre bom a pessoa procurar por uma fonte mais confiável como um livro ou artigo. Tipo, tem alguns coleguinhas que me pedem ajuda pra estudar, mas como fico com medo de ensinar alguma coisa errada eu sempre falo para confirmar no material do prof ou em algum livro e talls (morro de medo de ensinar alguma coisa errada e ferrar com o coleguinha ;-;).

"E as pessoas acabam por opinar "com certezas" sobre assuntos que desconhecem, só para parecer que sabem alguma coisa" *coff* INTERNET HOJE EM DIAAAAAAAAAA *coff* Parei de usar facebook justamente por causa daqueles textões desgraçados e tive que silenciar um monte de coisa no twitter porque ao invés de eu ver minhas otaquices tava me aparecendo só gente biscoitera e treta, pessoas que pegavam e tiravam de contexto qualquer coisinha que alguém falava só para pagarem de sabem-tudo na internet e ganhar uns likes ¬¬

Ok, a desorganização em pessoa aqui não bota limite de tempo para nada e sim, isso já me colocou nuns perrengues com prazo terríveis e já me fez ter que madrugar várias e várias vezes para estudar para provas (teve uma vez que acumulou tanta coisa que se eu dormi 3 horas foi muita coisa). E toda vez eu prometo que nunca mais vou fazer isso e acabo fazendo DE NOVO.... Eu sei que tenho que me programar, mas eu sempre enrolo e nunca faço :v

Quando tu disse encarar a vida como um jogo por um momento pensei que tu estivesse falando literalmente, algo sobre "BORA METER O LOUCO E NÃO SE PREOCUPE EM POR A SUA VIDA EM RISCO!" saushaushuashua

Hinata Chan disse...

Verdade não adianta nada pedir desculpas e continuar ratiando! O pior que tem gente assim na minha família, fazem as merdas depois pedem desculpa mas depois de um tempo fazem a mesma coisa (apesar que uma dessas pessoas é da parte gringa da família que veio de colônia, e tipo... Essa gente vive entre tapas e beijos, é basicamente uma tragicomédia! Então a gente meio que nem leva mais as coisas a sério shaushaushua). Porém, tem uma tia minha que senhor amado.... Com essa daí já até chutei o balde porque não tem jeito mesmo =/

"tirar da cabeça todos os pensamentos e ideias que temos - apontando-os num papel. Isso é EXTREMAMENTE útil para conseguir ter paz e silêncio mental" Acho que nem se eu escrevesse uma bíblia conseguiria isso, sério minha cabecinha não para de funcionar, sempre tô imaginando alguma história ou pensando em algo (em época de prova nem se fala, já cheguei a acordar de madrugada pensando em nome de osso ou em nome de doença de bicho!)

Agora que tu mencionou em carne, aí em Portugal vocês não comem muita carne vermelha néh!? Aliás, eu estava conversando sobre isso com meus irmãos esses dias, acho que só no Rio Grande do Sul (estado em que eu moro aqui no Brasil) é que se tem essa cultura de comer tanta carne vermelha, pois nos outros lugares do Brasil e do mundo é geralmente frango, peixe ou porco (ok, ainda é carne, mas reza a lenda de que é mais saudável).

Felizmente o desespero em rodar numa matéria e ter que dar novamente um rim para pagar ela me obriga a estabelecer prioridades no período de aulas (vulgo ir estudar ao invés de ver animes ou jogar play4).

De noite também eu sou zero produção, é o período que eu não consigo me concentrar para nada nem para estudar, é por isso que eu geralmente escolho minhas aulas de noite, pois como de noite é o tempo que fico vagabundeando em casa eu prefiro sair para a aula e aproveitar esse tempo. Tipo se eu tô em casa eu não consigo me concentrar, mas se eu vou para aula consigo render bastante nesse horário. Já de tarde é o inverso, eu sou uma imprestável para ir para aula (acabo dormindo muito, pois pega aquele horário pós-almoço onde bate o soninho), porém se estou em casa consigo estudar e fazer bastante coisa. Resumindo: Em casa sou super produtiva de dia e de noite sou super produtiva na faculdade, por isso escolho as matérias noturnas e de tarde fico estudando em casa ou fazendo atividades complementares o/

Hinata Chan disse...

É mesmo sempre bom aprender algo, botar o cérebro para funcionar, é como o Leon do Coisa de Nerd (canal Youtube) fala: Ele diz em alguns vídeos que
Nietzsche dizia que toda pessoa deveria aprender algo, não importa o que seja, contanto que ela aprenda esse algo tá valendo, mas que o importante mesmo nem era o conteúdo em si, mas o fato da pessoa perceber como é trabalhoso o processo de aprendizado, que isso ajudaria na mentalidade. Tipo, o importante é não deixar o cérebro parado.

"Afastar as tentações" Faço isso na hora de estudar, deixo tudo longe de mim, desligo internet do celular, desligo tv, só fico com meus cadernos e livros.

"Acordar cedo" Uma das poucas vantagens de se morar num fim de mundo é que tudo é tão perto que em 5 - 10 minutos a pessoa chega onde quer, então dá pra dormir sempre um pouquinho mais xD

"Conhecer as pessoas que permeiam o dia a dia" Tenho que fazer isso com meus vizinhos, pois não conheço ninguém da rua onde moro '-'



AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA NATSUMEEEEE <3333333 Me lembro que tu surtou muito com essa parte de Natsume (aquele em que o carinha com a lagartixa descobre sobre o livro e fala sobre queimar ele), MEU DEUS CHOQUEI TOTAL! Eu ainda digo que tem treta com aquela coisa preta lá! Aliás, tu viu que saiu filme de Natsume!????? Só que não achei em lugar algum na internet =/ (acho que não devem ter lançado ainda em dvd ~que geralmente é depois que sai o dvd que sai na net~)

PARABÉNS POR PASSAR NAS PROVAS \O/ e boa sorte com o estágio (VOU QUERER NOVIDADES SOBRE ESSE ESTÁGIO!). E o que diabos é python!????????????? Só consegui me lembrar da cobra Píton '-'

Enfim, vou ficando por aqui

Kiss




~Boa sorte para ler o comentário :v~

Helen Araújo disse...

nossa, quantas boas dicas para se seguir!
tem uma delas, que sinto que deveria começar já, e que procrastino sempre (e curiosamente é o que eu mais gosto de fazer na vida) que é escrever. simplesmente.

vou tentar algumas dessas coisas, outras já pratico mais ou menos. o fato é: aliviou um pouco minha noite triste.

e... como assim, vão acabar os seguidores do blogger? isso vale também para a lista de leitura que temos no painel do blogger?

beijos