Ohayou minna-san! Aqui é a Any, do {Forever Sapo}. Este é um blog onde direi, sem compromissos, qualquer coisas que me venha à cabeça, através de posts desconectados entre si. É só uma forma de matar saudades da blogosfera.

13 novembro 2016

Inclusividade pela União


Já vi tantas discussões sobre labels... A dizer que não são importantes, ou que são empoderadoras; a dizer que limitam, ou a dizer que libertam; a dizer que só servem para complicar, ou a dizer que são práticas e facilitam a vida; Já vi discussões com o objetivo de chegar à "verdadeira" definição de cada label, geralmente potenciadas por quem gosta de uma comunidade muito mais uniforme e, acima de tudo, por quem não se identifica com a label-alvo - raios, ainda esta semana fui arrastada para um "bi VS pan".

O quê que me leva a querer falar disto? Tentar chegar a tréguas, e a um consenso. Se quem está a ler isto não é LGBT+, devo dizer que o post será provavelmente desinteressante, confuso e caído do nada. Nesse caso, vou só resumir a conclusão que quero que toda a gente - LGBT+ ou não - retenha: esqueça as definições, mas não desmereça as labels. Não importa de que géneros a pessoa gosta ou não, se a atração é sexual ou romântica, ou com que género (e com qual intensidade) a pessoa se identifica: Nunca atribua a ninguém uma identidade que a pessoa não declarou ser a sua.

Agora sim vamos ao grosso do post. Posso dar exemplos?

» Começo com o que me aconteceu esta semana. Numa page LGBT+, houve uma imagem daquelas consciencializadoras a dizer que bis podem gostar de mais de 2 géneros. Os comentários inquiriam: "Isso não é ser pan?". Decidi voluntariar-me para esclarecer. Defini a pansexualidade como atração por todos os géneros/independentemente do género, lembrei ainda que havia a polisexualidade (atração por mais de 2 géneros mas menos que todos), e defini a bissexualidade como atração por 2 ou mais géneros. Expliquei que, desde sempre, alguns bissexuais sentem atração por mais de 2 géneros mesmo que quem não fosse da comunidade achasse que só sentíamos por homens e mulheres, mencionei que isso continuava a verificar-se (olá, eu!), e referi ainda a ativista Robyn Ochs pela definição mais inclusiva que vi até agora: “I call myself bisexual because I acknowledge that I have in myself the potential to be attracted – romantically and/or sexually – to people of more than one sex and/or gender, not necessarily at the same time, not necessarily in the same way, and not necessarily to the same degree.”. Eu disse ainda que "bi+" pode ser usado como termo guarda-chuva para quem sente atração por mais de um género. Qual foi a reação?
- Gente NÃO-BISEXUAL a tentar forçar a definição de bissexualidade como atração só por 2 géneros, o que ignora completamente os factos. Bem, pelo menos desta vez ninguém clamou que "bi significa 2 e os bissexuais reforçam uma falsa binária de géneros", não nos acusaram de transfóbicos e não negaram que podemos gostar de géneros não-binários - o ponto era: contando com a possibilidade de e gostar de genéros não-binários, bis gostam de, no máximo, 2 géneros. É um progresso em relação a discussões que já vi, mas ainda assim, limitador.
- Gente que distorceu - com ou sem intenção - as minhas palavras dizendo "Bissexual não é termo guarda-chuva! Isso é como dizer que 'gay' é termo guarda-chuva para lgbt!". Humm... concordo (exceto que eu diria lgbt+ em vez de lgbt)? Porque eu nunca aleguei que "bissexual" o era - eu disse "bi+", sendo o "+" substituto para pan, poli, multi, omni, ambi, fluído e até queer. Também há quem diga "m+" ou "multi-spectrum" ou "não-monosexuais". Só disse isso a título de curiosidade, e não sei de onde é que surgiu a confusão.
- Gente a dizer que eu tinha invisibilizado a pan e polisexualidade. UAU, eu sou tão inteligente que até inventei a estratégia de apagar a polisexualidade SENDO A PRIMEIRA PESSOA DAQUELE POST A LEMBRAR QUE ELA EXISTIA! Isso foi psicologia inversa!! ~tá, parei. Eu sei que há muita gente que acusa a pan e polissexualidade de serem, *cof* no fundo *cof* formas de bissexualidade, mas eu nunca disse nem admitiria que se dissesse isso. Onde é que eu desvalidei as labels ou as chamei de desnecessárias? Não o fiz.
A única ideia que eu queria ter transmitido, e que julguei que teria ficado clara, era a de que muita gente que sente atração por mais de 2 géneros PODE (e eu lembro de ter escrito isso em maiúsculas) não se identificar como pan, omni, poli ou outras labels, e sim bi. Como tal, importa usar definições mais inclusivas - não percebo porquê que isso parece ser incompatível com a validação de outras labels. Quer apenas dizer que, se alguém sente atração por todos os géneros e se identifica como bi, é ofensivo chamá-la de pan. Por razões óbvias, é claro que o contrário é igualmente abominável e eu nunca chamaria bi a quem não se identifica como tal, além disso, eu SEI que a pansexualidade é muito invisibilizada - ainda mais que a bissexualidade - portanto, se transmiti a ideia de que eu (e bissexuais que gostam de todos os géneros) me oponho a essa label, peço desculpa, pois acho até o contrário.

» Uma pessoa que se identifica como mulher e não é cis pode escolher entre pelo  menos uma de 4 labels: trans, transgénero, transsexual ou travesti (sendo esta ultima exclusivamente feminina). Qual é a diferença? Apenas a identificação. Se a pessoa diz que é transsexual, não a chame de travesti. Se a pessoa diz que é transgénero, não chame de transsexual. Esse foi um exemplo que eu tentei usar para acatar a discussão do tópico anterior (provavelmente nem o leram), numa tentativa de tornar tudo menos pessoal e talvez facilitar a compreensão do que eu estava a dizer. Pois o que eu disse aqui, é exatamente o mesmo que disse no tópico anterior, apenas com termos diferentes.

» Se a pessoa já manifestou atração por alguém do género oposto, mas se identifica como homossexual, não chame de bi/poli/pan. Se a pessoa é não-binária, mas em termos de atração se identifica como homossexual, não diga que isso é impossível e que ela tem de ser andro/ginossexual. Vamos acabar com a noção de gold-star lesbian e semelhantes - não tem problema se lésbicas já se relacionaram com homens ou pessoas nb (elas podem ser até homoflexíveis), para além de que "gold-star" é frequentemente um termo transfóbico pois tende a associar géneros a genitália. Vamos parar de definir "gay" como "homem que sente atração exclusivamente por homens", e passar a dizer "pessoa de identidade parcial ou totalmente masculina que sente atração significativa por homens". É mais longo, mas capta melhor a realidade. O mesmo vale para lésbicas.

» Queer já foi usado tantas vezes como insulto, e alvo de tanta polémica, que naturalmente há quem se sinta desconfortável, ofendido ou magoado ao ser chamado de tal. Contudo, queer é também uma das palavras mais poderosas da história lgbt+, por simbolizar que não, nós não somos iguais a quem é cis-hétero, não querermos ser e não nos conformaremos. Daí a frase "not gay as 'in happy', but queer as in fuck you". Então, o conflito com queer podia ser facilmente resolvido aplicando a mesma lógica que é desejável para qualquer outra label. A pessoa reclama queer para si? Chame-a de queer. Não a aplica a si própria e ate parece não gostar da palavra? Não a chame de queer.

» Se alguém se diz assexual, mesmo sentido atração romântica pelo género oposto, não a trate como sendo hétero! O mesmo vale para outras atrações românticas. Ser ace ou cair no espectro ace influencia imenso as experiências das pessoas, e é importante validar essa identidade que quase nenhuma organização tem em conta.

» Se a pessoa tem crushes principalmente por alguém do género *cof* oposto *cof*, ou pelo menos diferente do seu, não é por namorar alguém do próprio género que tem de se considerar bi ou pan, ou mesmo gay/lésbica. Pode continuar a ser hétero (flexível). Do mesmo modo que há quem ache que está a namorar alguém do género oposto até o par se revelar trans (do próprio género da pessoa A) ou não-binárie, e se passe a identificar como bi/poli/pan para validar a identidade do parceire (não é incomum). E nesse caso, seria desrespeitoso continuar a encarar o casal como um casal hétero.

» Quando uma pessoa não quer usar labels, você não pode falar dela ao amigo e apresentá-la como [insira aqui certa sexualidade ou género] - caso a pessoa seja abertamente lgbt+ e queira ser apresentada como tal, diga apenas isso, que ela é lgbt+. Qual a necessidade de ser mais específico sobre uma coisa que você nem sabe? Não assuma a sexualidade ou género de ninguém, e não force uma identidade a quem não quer nenhuma.

É engraçado, porque normalmente pessoas que não gostam de usar labels e até se sentem limitadas por elas são pessoas que estão afastadas do ativismo, sofreram pouco preconceito ou estão numa posição (como ser celebridade) em que são pouco afetadas por este. A sério! Famosos detestam auto-intitular-se bi, por exemplo. Preferem dizer que a sua sexualidade é fluída, e tudo bem. Mas as frases que acompanham essa escolha tendem a ser bem duras e afetar toda a comunidade não-monosexual, pois reforça a ideia de que palavras como bi ou pan são palavras sujas.

» Já vi famosos dizerem "Bi, pansexual... É fútil identificarmo-nos com caixinhas", mas pouco depois, dizem coisas como "Sou x% hétero e y% homossexual". Eu não entendo o que vai na cabeça dessa gente! Se não querem usar labels, muito bem, mas gay e hétero também são labels! Perfeitamente válidas, sim, agora o que eu não alcanço é de que modo "bi/pan" são caixas (ou seja, são labels limitadoras), mas homossexual e hétero, 2 nomes que descrevem uma experiência menos semelhante à da pessoa em questão, já não são caixas. Se a pessoa não gosta de bi/pan, tudo bem, não tem de usar. Mas dizer que não gosta de labels e depois tratar apenas certas labels como algo limitador é injusto.

» Na televisão, há um grande apagamento bi+. Sempre que há casos de homens famosos que arranjam um namorado, passam a ser chamados gays antes de se declararem o que quer que seja. Mulheres que já namoraram mulheres, mas que passam a dedicar um grande período da sua vida a um homem, são vistas como "ex-lésbicas" ou "aliadas lgbt+". E mulheres que já namoraram homens e passam a namorar mulheres... é um caos:
           - São só amigas!                                  - Ela é lésbica/bi?
           - Eu sabia que ela era lésbica/bi!         - Isso é apagamento bi/lésbico!
Eu preocupo-me imenso com o apagamento bi+ e detesto que se assuma que alguém é homossexual antes de a pessoa se declarar tal. Se fosse o contrário, tenho a certeza de que muitas lésbicas detestariam ver a sua identidade ser ainda menos mencionada do que já é (pois "lésbica" parece ser outra palavra-temida, já que as pessoas a consideram feia. Tipo... wtf?) - e portanto, seria chato assumir que alguém é bi só porque já teve relacionamentos tanto com homens como mulheres. Já agora, é claramente apagamento bi OU lésbico se a pessoa se assume bi OU lésbica e você a trata como lésbica OU bi OU tratar o seu relacionamento com alguém do mesmo género como fase/amizade. Eu decidi dizer tudo isto como complemento ao vídeo da Louie Ponto (que tem um canal maravilindo)» www «pois o vídeo mencionou pontos importantíssimos, mas não tirou a conclusão que eu desejaria: Que a partir do momento em que alguém não clarifica a sua sexualidade, independentemente do género/sexo da pessoa com quem está, não considerar todas as labels lgbt+ (até ace!) igualmente possíveis É invisibilização. Bah, fiz até um esquema [ver ao lado].

» Nas séries, as personagens parecem sempre indecisas entre se são héteros ou gays. Tudo bem, até porque no final podem realmente identificar-se como uma dessas labels. Mas custa muito também fazê-los ponderar que podem ser bi/poli/pan? Acho que não. Agora, apontem-me uma série em que a palavra bissexual (pan também serve, mas isso ainda deve ser mais difícil) seja proferida em voz alta sem ser apenas para a associar a aspetos negativos como traição ou indecisão, que eu até prometo ir ver! Não tenho tempo para séries, mas é relativamente seguro prometer isto porque eu não acredito que me consigam apontar mais de 3.

» Invisibilidade bi+, na vida real, é algo irónico, porque quem está de fora chama de privilégio. Até LGBT+ fazem isso! Porquê que chamam privilégio? Dá para traçar paralelos com quem diz que pessoas não-binárias têm privilégio cis, outro absurdo. Algumas pessoas, porque são idiotas o ponto de pensarem que nós podemos escolher gostar só de pessoas de certos géneros, portanto podemos evitar a homofobia caso queiramos. Outras pessoas têm noção de que isso é impossível, porém, acham que se calhar de amarmos alguém do género oposto ao nosso (assumindo que a pessoa bi é cis), não vamos sofrer homofobia, o que seria sinónimo de não sofrer preconceito nenhum. Acontece que, mesmo não sofrendo homofobia, esse "privilégio" funciona como uma espada de 2 gumes. Porquê?
- Invisibilidade: Homossexuais certamente entendem que podem até estar na companhia de quem amam, mas se não estiverem a fazer algo explicitamente romântico, são vistos como amigos e têm a sua sexualidade desvalidada, embora por outro lado ninguém os vá confrontar. Agora, imagine sentir isso - esse misto de "falsa segurança" e desvalidação, esse sentimento tóxico - MESMO em relacionamentos com alguém do género oposto. Héteros que têm o seu relacionamento reconhecido são vistos como o que são, héteros. Homossexuais, quando conseguem ter o seu relacionamento validado, são acertadamente considerados como gays/lésbicas. Agora,, se bissexuais tiverem o seu relacionamento validado, a sexualidade continuará invalidada, pois nunca seremos vistos como quem somos e sim como heterossexuais ou homossexuais. As pessoas tendem a considerar só possibilidades binárias, e isso passa a sensação de que vivemos permanentemente no armário.
- Bifobia: Para que conste, bissexuais podem, sim, sofrer homofobia. Mas bifobia é algo que nós sofremos ATÉ por pessoas que não são homofóbicas, ATÉ por alguns homossexuais (isso dói mesmo) e ATÉ quando estamos com alguém do género oposto. Consiste em violência física ou verbal, que passa por 1) coisas que todos os lgbt+s ouvem, como "É só uma fase" ou ameaças de estupro corretivo (Quando é que isso não é homofobia? Quando é dito por alguém que não pensa o mesmo de homossexuais) e por 2) ataques a detalhes específicos da não-monossexualidade, como "Que indecisão!" ou "A tua namorada não tem medo que a traias por um homem?" ou ainda, convites para threesomes.

Mas pronto, chega de exemplificar a invisibilidade bi e voltemos a falar da importância de TODAS as labels.

"Hazy London", porque não resisti
Ora bem: quem ingressa no ativismo, dificilmente consegue fugir a labels. É impossível advogar por algo sem nomear esse algo . Também é muito difícil pesquisar por coisas que não têm nome. E apesar de eu defender que definições devem ser inclusivas, digo-o apenas no sentido de usar definições que captem a variedade de experiências de quem se identifica com qualquer labels - não no sentido de "Vamos tornar 'gay' um nome que dá para todos os lgbt+". "Gay" podia realmente assumir o significado que eu sugeri um pouco atrás, e deixar de ser tão restrito, mas se abrangesse toda a gente, seria até imprático. Porquê? Experimente usar "cadeira" para se referir tanto às cadeiras em si, como a bancos, sofás e mesas - afinal, todos esse objetos têm semelhanças com cadeiras. Imagine que que você estava a precisar de sofás novos e que conta isso ao seu amigo: "Tenho de mudar de cadeiras, as minhas estão muito velhas". Agora imagine que o seu amigo decide fazer uma surpresa e comprar-lhe... cadeiras novas. O gesto é lindo, ajudou de alguma coisa? Nop. Mas a culpa é sua por ter sido tão genérico. Então, se gay servisse para tudo, como é que um assexual saberia qual "página gay" o poderia esclarecer sobre os diferentes tipos de atração? Como é que uma pessoa trans saberia quais páginas adereçavam questões de género, e não se sexualidade?

Labels têm de atender necessidades, portanto, devem ser restritas o suficiente para se tornarem práticas.

Quando eu digo que labels devem ser inclusivas, é com a intenção de lembrar que experiências próximas podem receber nomes distintos dependendo da localidade, da época, do contexto e da forma como cada indivíduo a percepciona. Ou seja:
» Páginas gay devem ter resources para quem é trans homossexual
» Páginas bi devem ter resources para quem gosta de todos os géneros, e ao mesmo tempo alertar que essas pessoas estão livres para usar outra label multissexual. 
» Páginas ace devem considerar todas as atrações românticas
» Páginas aro devem considerar todas as atrações sexuais
» Páginas pan devem lembrar que é possível gostar de todos os géneros e ser bi
» Páginas trans devem ter resources para quem não é nem disfórico nem binário
» Páginas bi/pan/poli devem ter resources para quem é poliamoroso, e não tratar essas pessoas como maus estereótipos. 
» Páginas gay devem ter resources para quem é homoflexível
» Páginas não-binárias... hum, continuem como estão?
» Páginas ace devem ter resources para quem se encontra a meio do especto (gray, demis...)
» Páginas bi/pan/poli devem ter resources para quem tem preferência por certos géneros

Lá está. Eu só escrevi isto para dizer que ser mais flexível evitaria muitas brigas e que temos mesmo de nos UNIR, principalmente agora que Trump ganhou, pois mesmo que ele não pareça ter nada em particular contra nós, os seus "amiguinhos" claramente têm e os nossos direitos estão em risco. Acontece que, enquanto não formos inclusivos, a união será difícil pois qualquer detalhe de linguagem invalida quem somos. Labels são uma coisa que nos oferece apoio e comunidade, e ninguém tem o direito de atacar a identidade de ninguém. Então vamos chamar a toda a gente aquilo que as pessoas chamam a si próprias, tá?

Eu não sei porquê que escrevi este texto - eu devia ter estado a estudar, e de qualquer forma, pouca gente lerá isto (aliás, de certa forma ainda bem, caso contrário haveria alguém a ficar ofendido por ter interpretado mal o que eu escrevi). Não sei se o que despoletou isto foi a discussão desta semana, os vídeos da Louie, a vitória medonha de Trump, Kate Brown ser eleita em Oregon, ou qualquer outro fator. Não sei se escrevi isto com pena, medo, frustração, esperança ou indiferença. 

Mas estou feliz por tê-lo feito. A minha label é muito importante para mim, e não duvido de que cada pessoa tenha um carinho especial pela sua. Então, sinto que consegui exprimir-me e sei que alguém se identificará com este texto - que tenciono traduzir até para inglês na esperança de ter mais alcance, embora eu saiba que o tamanho desencorajou muita gente. A questão é que nós, LGBT+, somos suficientes para nos protegermos uns aos outros se trabalharmos juntos, e eu gostava de saber se mais alguém partilha esta visão um pouco idealista. 

Gostava de saber se alguém vê uma chave nas nossas identidades. O carinhos que temos pelas nossas diferenças, nomes e complicações... não é ele que nos vai separar.

Esse carinho é aquilo que todos temos em comum. 
Ele é a chave para nos unificar.

#Inclusion4Union

Temas: Labels importam | Labels unem-nos | A auto-identidade é prioritária às definições | Definições devem ser inclusivas | Invisibilidade bi (e lésbica) | Esperança?

OBS: Haha, seria muito presunçoso tentar iniciar uma trend no twitter para ver se alguém respondia a isto? Provavelmente sim, nem mesmo em inglês alguém terá coragem para ler isto tudo. Pena, porque se muita gente concordasse, seria giro até conseguir criar um símbolo físico ou um logótipo para usar online de forma a podermos reconhecer que espaços e pessoas são inclusivos. 


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