Ohayou, sapinhos! Hoje sim, vou realmente fazer um
post de domingo. Devo dizer que a primeira semana de aulas foi pacífica mas deu a entender que terei muito trabalho este semestre, mas o lado positivo é que vamos
aprender a fazer jogos ;) Numa das cadeiras, digo. Em todo o caso, eu tentei não ser descuidade e não deixar a pouca matéria que já demos acumular, portanto todas as tardes gastei umas 3 ou 4 horas a estudar.
Andava há séculos com vontade de fazer este post - que, convém demarcar desde o princípio, contém
spoilers. É um pequeno conjunto de páginas de mangás que me marcaram muito. Por norma, a não ser que a história realmente me envolva e haja uma diferença abismal na adaptação, eu costumo optar por ver animes e não por ler os mangás. Porém, recentemente tenho começado a gostar mais de ler os mangás, a não ser que a arte seja pouco atrativa. Gosto dos mangás por causa do número de pormenores, por me ser mais fácil interromper a leitura quando bem me apetecer, porque não tenho de usar fones e porque é incrível como apenas em preto e branco se consegue criar tantos efeitos diferentes e passar emoções tão distintas. Claro, o que trago aqui terá alguns comentários, pois não sabendo o contexto não se sente a mesma coisa que eu senti pelas imagens, e seja como for, não estando a par da história duvido que alguém se identifique com o que eu senti. Mas cá vamos - utilizei a
versão colorida das páginas sempre que a encontrei.
OBS: Eu comecei a fazer este post há para aí 2 anos e por alguma razão não me ocorreu sequer colocar os créditos pela coloração. Se alguém souber, agradeço.
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| {nota: as imagens não estão em sequência} |
Começando com No.6 - o mangá que me tornou fujoshi (ou devo dizer [
fujin]?), me fez questionar a minha sexualidade e que, acima de tudo, transmite alguns valores significativos para mim. Essa página tocou-me muito. Retrata o primeiro beijo deles, mas a questão nem é essa. A questão é ter acontecido após uma conversa onde o Shion afirmou que não se arrependia nada de ter ajudado Nezumi há anos atrás, e que todas as dificuldades que sucederam só o tornaram uma pessoa melhor. Conseguem imaginar a cena? O timing perfeito? O Shion a dizer tudo isso, a agradecer a Nezumi o facto de se terem conhecido, a levantar-se, e a beijá-lo. E depois há todos aqueles sentimentos despertados no leitor: surpresa por ter sido o Shion a tomar uma atitude, ternura perante um beijo tão delicado e que diz tanta coisa, e até tristeza... Pois, ao contrário do que o Shion disse, aquele não foi um beijo de boa noite: foi um beijo de despedida de despedida. Ele ia deixar o Nezumi e sacrificar-se mais uma vez para salvar a sua melhor amiga. Os leitores sabem, o Shion sabe e mesmo assim finge, o Nezumi sabe que ele está a fingir... E quando o Nezumi começa a chorar, espantado por ter uma fraqueza e essa fraqueza ser uma pessoa, é de partir o coração.
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| {nota: lê-se da direita para a esquerda, começando pela página da direita} |
Uma página do antepenúltimo capítulo de Naruto, que me tocou muito mais que os dois últimos capítulos. Deixem-me contextualizar essas páginas: O Naruto e o Sasuke decidiram acertar contas depois da guerra ninja acabar, e nessa cena tinham acabado de lutar para decidir quem era mais forte (versão resumida ^^). Como são ambos muito poderosos, err... acabaram esgotados, incapazes de se mexer. E sem braço, como podem ver. Isto após eles terem conversado e o Sasuke admitir o quanto Naruto sempre foi especial para ele, revelando as suas verdadeiras intenções por trás de tudo. Foi um momento de reconciliação realmente impactante, mais ainda por vermos que o sangue deles está unido, tal como o destino de ambos. Esta foi literalmente a página final do capítulo - conseguem imaginar como eu fiquei HISTÉRIQUE após ver essa página (a da esquerda) e perceber que teria de esperar uma semana inteira para ler o resto?! E o sorriso deles? Foi uma cena que até me fez ver o Sasuke como alguém mais simpático, alguém com sentimentos além de vingança, e a sua atitude foi tão querida que deixou claro que o laço que ele tinha com Naruto ainda era o mais importante. A sério, eles deviam ter sido um casal.
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| {da direita para a esquerda, começando pela página da direita} |
Estas são páginas de um mangá que eu não li, Donten ni warau (só vi o anime). Se tivesse lido, se calhar seriam ainda mais tocantes. Encontrei a versão colorida no tumblr e montei numa sequência, e mesmo que a minha interpretação esteja completamente errada, cá vai o que eu entendi dessa sequência de imagens e diálogos: O Tenka já chegou a ser torturado, isto após ter sido separado dos irmãos (tudo bem até aqui), e provavelmente sofreu IMENSO por não revelar uma certa informação ou por servir de cobaia para as células do Orochi. Entretanto, mesmo após esse período passar, as feridas permanecem - tanto as psicológicas como as físicas (aquela cicatriz é aterradora e já fala por si). Não dá para voltar atrás, não dá para recuperar o que perdeu, não dá para esquecer o que sofreu. E ir ao túmulo dos pais para lhes pedir um elogio, um reconhecimento por tudo o que ele teve de suportar, mesmo sabendo que mortos não podem falar, transmitiu-me uma onda de desespero que raramente consigo captar em histórias.
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| {nota: as páginas não estão em sequência. A da esquerda é de quando se reconhecem, a da direita, de quando se despedem} |
Esta foi a primeira cena que me abalou em Akatsuki no Yona. Yona já foi uma princesa inocente que amava Soo-won, esse rapaz aí, e que perdeu tudo. Quem roubou a felicidade dela? A pessoa que ela amava. Soo-won mata o seu pai, por motivos que não irei abordar, e toma o trono para si. Antes da coroação, o "rei" fica a saber que Yona morreu, mas meses mais tarde, encontra-a numa cidade. Aliás, chocam um contra o outro, e reconhecem-se. Foi algo arrepiante. Yona teve de se encontrar com um fantasma do passado, que lhe roubou tudo o que tinha, mas por quem ainda tinha alguns sentimentos, nem que seja apenas como "a pessoa que eu já amou". Já Soo-Won depara-se com alguém que também lhe foi muito importante, supostamente estava morto, e vê o quanto ela mudou e teve de amadurecer para sobreviver. Na página da direita, no capítulo seguinte, é quando o rei diz que entenderá caso ela o queira matar, mas que não pode morrer enquanto não cumprir o seu objetivo, e por isso despede-se. O momento é extremamente delicado: nenhum deles sabe o que dizer ou o que fazer, não se tentam matar quando se calhar deviam, e separam-se mesmo depois de compreenderem o que estava a acontecer. Foi essa a cena que me fez viciar em AkaYona, e neste momento o mangá ja evoluiu imenso e eu adoro os momentos em que esses dois se cruzam e interferem nos assuntos um do outro.
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| {nota: ler da direita para a esquerda, começando pela página da direita. Em tamanho original, as páginas começam aqui: www} |
Pandora Hearts, o mangá que atropelou os meus sentimentos. Eu já estava a prever que eles (o trio) se iam separar, e que mesmo tendo planeado fazer uma festa de chá quando os problemas com o abismo estivessem resolvidos provavelmente sabiam que não seriam capazes de a concretizar. E após o sonho que Oz teve em que todos estavam vivos, juntos e felizes, a despedida foi ainda mais dolorosa. Mesmo contando com ela, doeu para c******. A amizade deles cresceu tanto ao longo do mangá, ultrapassaram tanta coisa juntos, sabem tanto e fizeram tanto uns pelos outros, e depois, apenas por uma questão de dever, tiveram de se separar. É verdade que depois a autora é mais gentil, não vou revelar porquê, mas tudo o que eles dizem - sobre o que ficou por fazer, sobre o pouco tempo que tinham para se despedir, a citação de Oz "Ser capaz de chorar assim... É isso que significa ser feliz" - e mesmo o que não dizem, juntamente com uma arte tão bela, fez desta uma das despedidas mais tocantes de sempre. Quem quer saber da despedida final de No.6 quando pode ter esta? muahahaha
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| {A ordem é irrelevante, as imagens do mangá são mesmo lado a lado. Arte por [Vermeille Rose]} |
Eu não sei como elaborar isto, mas praticamente todos os fãs de Kuroshitsuji ouviram falar da teoria dos gémeos - ou seja, de que Ciel tinha um gémeo. Pois bem, essa foi a cena relativamene recente e fdp que não só confirmou isso (ainda não sei como é que os fãs chegaram lá, mas ok...), como revelou que o nosso "Ciel" não é o Ciel verdadeiro, tendo assumido a identidade do irmão quando este supostamente morreu. Ah, sim, porque para todos os efeitos o irmão voltou dos mortos, daí o horror do nosso protagonista. Estão a ver aqueles plot twists que nos agarram o coração e não largam mais? É, esta cena foi um deles.
Entãooo... se ships não servissem para sofrer, para quê que serviriam? >.< Embora eu shipe mais Phos, a personagem de cabelo curto, com outras duas. Pensei aliás colocar a cena em que Antarc, a outra personagem com quem shipo Phos, morre, mas essa cena já foi adaptada para o anime e a relação com essa ruivinha, Cinnabar, sempre foi significativa para dirigir o enredo. Afinal, foi por causa de uma promessa que Phos lhe fez que começou a mudar, ao ponto de se ter tornado quase irreconhecível e ter objetivos opostos aos iniciais. E quando finalmente parece que ia cumprir a sua promessa, Cinnabar recusa-se a aceitá-la, pois não acha correto trair o mestre delus. Ou seja, uma ligação tão importante partiu-se nesse momento, e agora as duas personagens estão em posições opostas de uma guerra entre dois povos. Mais do que emoções fortes, essa cena transmitiu-me frieza, rejeição, insensibilidade e desorientação da parte de Phos, e valores muito altos detidos por Cinnabar. É uma cena que magoa, mas que não faz ninguém chorar - magoa pela sua dureza. Se quiserem saber mais sobre Houseki no Kuni, podem ver [
aqui] a minha mega-resenha.
Ainda pensei em escolher uma cena de Baraou no Souretsu, mas como o mangá não está completo online e já não leio há imenso tempo, não saberia explicar a cena devidamente xD Portanto é isso. Digam-me se já leram algum desses mangás e de que páginas mais gostaram!