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Transfobia do dia a dia


*le eu aqui sentindo que ando a falar demasiado sobre lgbt+*
Primeiro, quaisqueres outras novidades serão mencionadas no fim do post; Segundo, eu tenho lido os comentários e, gente, eu adoro-vos. A faculdade vai ficar mais leve durante um tempo a partir de hoje e tenciono até responder a todos os comments este fim de semana.

Então, eu fico mesmo contente por não me deixar desencorajar sempre que alguma saída do armário não corre tão bem como esperado, porque agora todo o meu grupo de amigos mais próximo da faculdade sabe que eu sou bi, e as duas últimas pessoas a quem eu contei tiveram uma reação breve mas que me fez feliz: uma pessoa fez-me rir tentando enganar-me (fazendo de conta que era homofóbica, mas de forma nada credível e com um just kidding logo a seguir, para não me assustar demais), a outra ofereceu apoio e disse que gostava que os seus amigos fossem honestos consigo. Então, lindo <3

Mas a verdade é que, se sair do armário em termos de sexualidade é difícil, em termos de género deve ser ainda pior. Venho só reclamar de uma piada transfóbica que ouvi hoje e que me incomodou um bocado.

Pequenas decepções ao sair do armário


"Eu sou bi" - digo a alguém.
"Ah, é normal, não te preocupes" - é a resposta comum.

Se calhar, eu devia ficar feliz por não ser recebida de forma agressiva. Aliás, eu fico. Bastante. Saber que há gente a sofrer por ser quem é, ser visto como aberração, ser tratado como alguém que pode ser tolerado mas não aceite, desviante, a perder amigos/família/trabalho só por se assumir... é suficiente para eu dizer que tenho sorte. Mais ainda considerando que há bastantes adolescentes que ainda reagiriam mal ou acreditariam em estereótipos em relação à bissexualidade, e que eu tenho tido a sorte de contar, maioritariamente, para pessoas que me vêm como normal.

Então, porquê que eu me sinto sempre desiludida?

Inclusividade pela União


Já vi tantas discussões sobre labels... A dizer que não são importantes, ou que são empoderadoras; a dizer que limitam, ou a dizer que libertam; a dizer que só servem para complicar, ou a dizer que são práticas e facilitam a vida; Já vi discussões com o objetivo de chegar à "verdadeira" definição de cada label, geralmente potenciadas por quem gosta de uma comunidade muito mais uniforme e, acima de tudo, por quem não se identifica com a label-alvo - raios, ainda esta semana fui arrastada para um "bi VS pan".

O quê que me leva a querer falar disto? Tentar chegar a tréguas, e a um consenso. Se quem está a ler isto não é LGBT+, devo dizer que o post será provavelmente desinteressante, confuso e caído do nada. Nesse caso, vou só resumir a conclusão que quero que toda a gente - LGBT+ ou não - retenha: esqueça as definições, mas não desmereça as labels. Não importa de que géneros a pessoa gosta ou não, se a atração é sexual ou romântica, ou com que género (e com qual intensidade) a pessoa se identifica: Nunca atribua a ninguém uma identidade que a pessoa não declarou ser a sua.

O quão Trump ameaça minorias


Eu não devia estar a atualizar. Hoje até faltei às aulas por estar com dores de cabeça - que espero e penso que melhorarão depressa - mas o que aconteceu hoje deixou-me ainda pior. Trump. Foi. Eleito.

O que nem é surpreendente. Mas se eu ainda tinha alguma esperança, agora acho que não tenho mais. Primeiro, quero dizer que nunca vi a Hillary como um ser perfeito, que nunca se sabe que artimanhas ela poderia ter por trás e que não é o melhor modelo de candidata, mas em comparação com Trump, seria o menor dos males. Pois com a Hillary, o pior que poderia ter acontecido seria a América (e o resto do mundo, que vai sempre atrás da América) ficar estagnada. Já o Trump simboliza o vencer da direita e o espezinhar de direitos básicos, e representa o facto de o ódio, afinal, ainda ter poder. O que instigará muita, muita mais merda. 

Neste post, eu vou basicamente resumir a ameaça que Trump representa para cada minoria (nem quero imaginar como é mau para quem pertence a mais do que uma), tentar dar dicas de como prosseguir e tentar não ficar muito apática - ou enervada, ou a chorar - enquanto faço a porra do post. Pelo menos terminarei com uma boa notícia...

Falar e não ser ouvida


Eu ainda tenciono trazer um compilado de links fabulosos achados recentemente - o tumblr é ótimo a recomendar algumas pérolas - porém, não me sentia com vontade de concluir esse post agora. Mesmo acabar de escrever isto já me deixa meia zonza. É só um pequeno desabafo sobre como é cansativo querer contribuir para uma conversa, algo que da minha parte já é raro por si só, acabando ignorada em todas as tentativas. Não esperem nenhuma conclusão produtiva, tenciono apenas escrever ideias dispersas.

Aprender com o que está mal


Primeiro post, hã? Para quem não me conhece, sou a Any do Forever Sapo - eu deixei o link do blog aí algures. E o primeiro post é simplesmente tão random quanto os outros serão. Eu já entrei na faculdade, e estava a filosofar sobre o novo ambiente com a minha mãe (hábito nosso), então meio que acabamos com algumas ideias mirabolantes que serão expostas a seguir ao ler mais.

OBS: Eu nem era para postar nada hj, mas não resisti a inaugurar o blog. Mais tarde direi de onde veio a ideia.